Bitcoin cai após ataque hacker e incerteza política nos EUA, avalia CEO da Digitra.com
Publicado ter, 25 fev 2025 • 8:10 PM GMT-0300 | Atualizado há 6 horas
Publicado ter, 25 fev 2025 • 8:10 PM GMT-0300 | Atualizado há 6 horas
KEY POINTS
O mercado de criptomoedas sofreu um forte abalo nesta semana, com o bitcoin caindo abaixo dos US$ 90 mil, atingindo seu menor patamar desde novembro. A última grande queda semelhante ocorreu em março de 2023, quando o bitcoin recuou 12% em um único dia devido a temores regulatórios nos Estados Unidos. O recuo foi impulsionado por um dos maiores ataques hackers da história e pela incerteza em relação à política econômica dos Estados Unidos sob a liderança do presidente Donald Trump.
Rodrigo Batista, CEO da Digitra.com, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, explicou os fatores por trás dessa volatilidade e o impacto nas expectativas de investidores. “A segunda maior corretora global, a Bybit, perdeu uma quantidade obscena de criptomoedas de clientes, especialmente ethereum. Estamos falando de um dos maiores roubos da história, próximo de US$ 1,5 bilhão”, afirmou. Segundo ele, a notícia ainda está sendo processada pelo mercado, o que tem gerado instabilidade.
A incerteza regulatória também tem sido um fator significativo para a recente queda no preço do bitcoin. “No início, a eleição do Trump provocou uma baita euforia nesse mercado, mas agora estamos na expectativa de como serão suas políticas”, destacou Batista. Trump indicou vários nomes pró-cripto dentro do governo americano, incluindo defensores da desregulamentação do setor, gerando esperanças de uma retomada do setor no país. No entanto, as incertezas sobre mudanças nas leis e possíveis restrições aumentaram a cautela dos investidores.
A recente decisão do governo dos EUA de ampliar tarifas sobre Canadá e México também afeta os investidores de criptomoedas, uma vez que o setor está cada vez mais conectado ao mercado financeiro tradicional. “Existe uma tese de que o bitcoin é o novo ouro digital, um ativo escasso e digital, por isso, ele é impactado por notícias da macroeconomia”, explicou o CEO da Digitra.com. Segundo ele, notícias envolvendo a política americana, a situação na Rússia e na Ucrânia, e as relações comerciais globais podem desencadear movimentações abruptas no mercado cripto.
O recente ataque à Bybit reacendeu preocupações sobre a segurança das corretoras de criptomoedas. “A guarda segura de criptomoedas é muito complicada. Na maioria dos casos, a falha está no fator humano”, afirmou Batista. De acordo com ele, hackers podem investir anos para encontrar uma vulnerabilidade e acessar fundos de corretoras. “Se há um montante bilionário em jogo, é compreensível que hackers invistam anos em técnicas sofisticadas para explorar vulnerabilidades e acessar esses fundos.”, disse.
Diante da instabilidade, qual deve ser a estratégia dos investidores? Rodrigo Batista reforça que o bitcoin continua sendo um dos ativos mais rentáveis a longo prazo. “O bitcoin foi o melhor investimento da última década. Quem investe nele, na verdade, está apostando em uma revolução tecnológica”, afirmou. No entanto, ele adverte que muitos projetos cripto podem não sobreviver. “Muitos projetos têm quedas que não vão voltar. Para quem está no início, o ideal é focar nos projetos mais sólidos, como bitcoin e ethereum, e não colocar a poupança da vida nisso”, alertou.
O CEO também destacou que a diversificação é essencial para mitigar riscos. “A BlackRock, um dos maiores administradores de capital do mundo, recomenda até 3% em criptomoedas dentro de uma carteira conservadora”, disse. “Manter uma carteira diversificada continua sendo um princípio fundamental para mitigar riscos, especialmente em um mercado altamente volátil como o de criptomoedas.”, completou.
Com a crescente interligação entre o mercado cripto e a economia global, investidores devem estar atentos não apenas à segurança de seus ativos, mas também às decisões políticas e econômicas que podem impactar diretamente esse setor.
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