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Bolsas da Europa avançam com queda do petróleo, enquanto Nvidia domina atenção dos mercados
Publicado 26/08/2026 • 14:43 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/08/2026 • 14:43 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As bolsas europeias encerraram a quarta-feira (26) com predominância de altas, sustentadas pelo alívio nos preços do petróleo e pela expectativa de avanços diplomáticos no conflito do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, os investidores mantiveram uma postura cautelosa antes da divulgação dos resultados trimestrais da Nvidia, que concentrou as atenções dos mercados globais.
O movimento foi desigual entre as principais praças. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,19%, para 26.315,91 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, ganhou 0,27%, aos 8.462,39 pontos. Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,31%, e o Ibex 35, de Madri, teve leve alta de 0,04%. Já o FTSE 100, de Londres, destoou do conjunto e recuou 0,07%. Em Lisboa, o PSI 20 praticamente ficou estável, com avanço de 0,01%.
O principal fator de apoio às ações foi o recuo do petróleo, que registrou o terceiro dia consecutivo de queda. Um entendimento envolvendo Teerã e Mascate sobre o Estreito de Ormuz elevou as expectativas de retomada da navegação pela região, enquanto novas iniciativas diplomáticas alimentaram a possibilidade de um acordo entre Irã e Estados Unidos.
A queda das cotações da energia ajudou a reduzir parte das preocupações com a inflação, embora o tema continue no centro do debate monetário europeu. A integrante do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Isabel Schnabel, afirmou que os juros ainda podem precisar subir, diante dos riscos inflacionários associados à guerra no Oriente Médio e à própria economia da zona do euro.
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Siga o Times | CNBCMesmo com o tom positivo dos índices, o setor de tecnologia europeu caiu quase 1%, refletindo a cautela antes do balanço da Nvidia, divulgado após o fechamento de Wall Street. O resultado da companhia é acompanhado de perto por investidores por seu peso nas expectativas relacionadas à inteligência artificial.
Entre os destaques corporativos, a SAP caiu cerca de 3% depois de o UBS rebaixar a recomendação das ações. O banco citou preocupações relacionadas ao ritmo de implementação da estratégia de inteligência artificial da empresa alemã.
Na direção oposta, o setor de luxo avançou aproximadamente 0,7%, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior.
Os bancos europeus também tiveram desempenho favorável. Segundo o Citibank, o setor pode entrar em uma fase de maior crescimento dos empréstimos corporativos, à medida que as empresas voltam a elevar seus níveis de endividamento após anos de desalavancagem. O banco avalia que a relação entre a dívida das companhias e o PIB está próxima das mínimas observadas nos últimos anos, abrindo espaço para uma retomada do crédito.
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