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Bolsas da Europa caem com pressão sobre tecnologia e alta do petróleo
Publicado 22/10/2026 • 14:54 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 22/10/2026 • 14:54 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
As bolsas europeias encerraram esta quinta-feira (22) em queda generalizada, pressionadas pela desvalorização das empresas de tecnologia, pela alta do petróleo e pelo avanço dos rendimentos dos títulos públicos. As dúvidas sobre os retornos dos investimentos em inteligência artificial (IA) voltaram a afetar o apetite por risco.
A maior perda ocorreu em Milão, onde o FTSE MIB recuou 2,54%, aos 48.383,66 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,84%, aos 18.968,50 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 1,39%, aos 7.811,26 pontos. O PSI 20, de Lisboa, cedeu 1,46%, aos 9.237,82 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,04%, aos 25.379,49 pontos, e o FTSE 100, de Londres, registrou baixa de 0,26%, aos 10.725,03 pontos. As cotações são preliminares.
A pressão sobre o setor tecnológico ganhou força depois que a Tesla reduziu sua meta de investimentos de capital (capex) para 2026. O movimento ampliou as preocupações sobre a rentabilidade dos projetos de IA e atingiu fabricantes de equipamentos para semicondutores. A holandesa ASML perdeu 4,5%, enquanto a ASM International recuou 6,6%.
Para a Quilter Cheviot, o nível elevado das expectativas para os resultados corporativos tornou o ambiente mais difícil para as empresas. A instituição considera o cenário “desafiador”, uma vez que, para as ações apresentarem bom desempenho, “é preciso superar as projeções de forma extraordinária”.
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Siga o Times | CNBCO agravamento das tensões no Oriente Médio também contribuiu para a aversão ao risco. O Irã atingiu sete petroleiros no Estreito de Ormuz, enquanto os houthis do Iêmen realizaram quatro operações militares contra alvos na Arábia Saudita. Os ataques impulsionaram os preços do petróleo e aumentaram a preocupação dos investidores com os impactos sobre a economia.
Outra fonte de pressão foi a elevação dos rendimentos dos títulos soberanos europeus. Na França, a taxa dos papéis com vencimento em dez anos chegou a 5,10%, ampliando os temores relacionados ao custo das dívidas públicas.
Entre os destaques corporativos, as ações da francesa Hermès caíram 4,9% após a divulgação de seu balanço. No setor financeiro, o banco britânico Barclays perdeu quase 2%, depois de apresentar lucro e receita inferiores às expectativas do mercado.
Durante a teleconferência de resultados, o Barclays anunciou o corte de 5 mil postos de trabalho como parte de uma estratégia de redução de custos. A instituição informou que está ampliando o uso de inteligência artificial em larga escala em suas operações.
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