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Bolsas europeias sobem com alívio nos juros, mas tensão no Oriente Médio segue no radar
Publicado 03/09/2026 • 15:11 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/09/2026 • 15:11 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As bolsas europeias avançaram majoritariamente nesta quinta-feira (3), em uma sessão marcada pelo alívio nos juros globais e pela melhora do apetite por risco. As tensões no Oriente Médio, porém, continuaram no radar dos investidores e limitaram parte do movimento positivo. Lisboa foi a exceção entre as principais praças e terminou em leve queda.
Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,70%, aos 10.831,52 pontos. O DAX, de Frankfurt, ganhou 0,65%, aos 26.007,57 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, teve alta de 0,07%, aos 8.286,40 pontos. Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,88%, aos 52.245,47 pontos.
O melhor desempenho ficou com Madri, onde o Ibex 35 avançou 1,11%, aos 19.998,20 pontos. Na direção oposta, o PSI 20, de Lisboa, recuou 0,04%, aos 9.401,50 pontos. As cotações são preliminares.
Na agenda econômica, o índice de preços ao produtor (PPI) da zona do euro registrou alta anual de 5,8% em agosto, enquanto a variação mensal ficou acima das expectativas. Os PMIs do setor de serviços indicaram expansão na zona do euro e no Reino Unido, mas apontaram contração na Alemanha.
O cenário para o petróleo também permaneceu entre os fatores acompanhados pelos mercados. O Goldman Sachs avaliou que a adaptação das rotas de transporte ao bloqueio do Estreito de Ormuz pode restringir novas altas das cotações, mesmo diante de interrupções prolongadas.
Já Kristina Hooper, da Man Group, apontou que as ações europeias encontram sustentação nos investimentos em defesa, indústria e infraestrutura, fatores que ajudam a reforçar a perspectiva para determinados setores da região.
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Siga o Times | CNBCEntre as ações negociadas em Londres, Airtel Africa avançou 2,3% e Vodafone ganhou 2,6%, contribuindo para a valorização do FTSE 100.
Em Frankfurt, a Deutsche Telekom subiu 1,4% após a notícia de que a Elliott Investment Management adquiriu participação na companhia. As montadoras também tiveram desempenho positivo, com Volkswagen em alta de 3,1% e BMW avançando 1,8%.
O mercado francês teve desempenho mais contido. O setor de luxo recuou 1,9%, pressionado pelas preocupações em torno da demanda da China e do Oriente Médio, impedindo uma valorização mais expressiva do CAC 40.
Entre as principais companhias do segmento, a Hermès caiu cerca de 3%, enquanto a LVMH perdeu 2,1%, aproximando-se da mínima em quase seis anos. A Kering recuou 2%.
Analistas do JPMorgan projetam que a fraqueza das vendas na China deve persistir durante o restante do ano e pode se prolongar por 2027. Em Madri, por outro lado, a Acerinox apareceu entre os destaques positivos da sessão, com valorização de 3,2%.
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