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Bolsas europeias recuam com temor fiscal e alta do petróleo

Publicado 07/10/2026 • 14:47 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Pressão sobre as contas públicas da França e incertezas políticas levaram investidores a reduzir posições nas bolsas europeias.
  • Alta do petróleo após novos ataques reivindicados pelos Houthis na Arábia Saudita aumentou a cautela nos mercados.
  • Bancos lideraram as perdas entre as ações, enquanto dados da indústria alemã trouxeram um sinal positivo para a economia.

A pressão sobre as contas públicas da França e a retomada da alta do petróleo pesaram sobre as bolsas europeias nesta quarta-feira (7), em uma sessão também marcada por realização de lucros após os ganhos recentes.

O movimento de aversão ao risco atingiu os principais mercados da região. Milão registrou a maior queda, de 2,51%, seguida por Madri, com baixa de 1,80%. Frankfurt recuou 1,41%, Paris perdeu 1,22%, Lisboa cedeu 0,92% e Londres caiu 0,79%. As cotações são preliminares.

As negociações sobre o orçamento francês mantiveram os títulos do país no radar dos investidores. O governo do presidente Emmanuel Macron sustenta que pretende limitar o déficit a 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

O ING avaliou que o plano fiscal da candidata à Presidência Marine Le Pen pode oferecer algum alívio momentâneo aos títulos franceses, mas alertou que a falta de credibilidade e as incertezas eleitorais ainda representam risco de ampliação dos spreads.

Outro fator de pressão veio do petróleo, que voltou a avançar após os Houthis reivindicarem novos ataques na Arábia Saudita, aumentando as preocupações com o cenário geopolítico no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre os preços de energia.

Apesar da valorização do petróleo, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Álvaro Santos Pereira afirmou que tanto a inflação geral quanto a subjacente permanecem muito abaixo dos níveis registrados durante o choque energético de 2022. Segundo ele, não há, neste momento, efeitos inflacionários de segunda ordem.

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Também integrante do BCE, Primoz Dolenc disse que a atual configuração da política monetária da zona do euro deixa as autoridades em condições de responder a eventuais novos choques.

Na Alemanha, a produção industrial trouxe um sinal positivo ao avançar 2% em agosto na comparação com julho. Para o ING, o resultado indica que os efeitos econômicos da onda de calor e da seca foram menos intensos do que se temia.

Entre as ações, os bancos ficaram entre as maiores pressões negativas, com queda de 3,3% no setor. Na França, Société Générale perdeu 5,1%, enquanto BNP Paribas recuou 4,1%.

Em Amsterdã, o ABN AMRO caiu 3,8% depois de o governo holandês anunciar a intenção de reduzir sua participação no banco para 10,5%.

No setor automotivo, a Porsche recuou 0,5% após informar que pretende aumentar a exclusividade de seus veículos enquanto mantém medidas de redução de custos e simplificação das operações para melhorar a rentabilidade.

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