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CEO da Palo Alto diz que desacelerar a IA é ‘irrealista’ e que risco de extinção é ‘extremamente pequeno’
Publicado 24/09/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 24/09/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Palo Alto Networks
Nikesh Arora, CEO da Palo Alto Networks, afirmou que desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial é “irrealista” e que o risco de a tecnologia levar à extinção humana é “extremamente pequeno”.
O CEO da Palo Alto Networks entrou no debate sobre a ameaça que a inteligência artificial pode representar para a humanidade e afirmou à CNBC que desacelerar a tecnologia é “irrealista”, já que diferentes empresas seguirão caminhos distintos.
“Acho que nem todo mundo vai controlar o próprio ritmo”, disse Nikesh Arora ao podcast “The Tech Download”, da CNBC, gravado na terça-feira.
Alguns dos principais nomes da indústria têm defendido posições opostas desde que um pesquisador da Anthropic afirmou que há 10% de chance de a IA “matar todos os humanos”, depois que outro pesquisador disse que deixaria a empresa por considerar que a companhia, assim como a OpenAI, não estava agindo de forma responsável.
Dias depois, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou um ensaio afirmando que o setor de IA “precisa desacelerar o ritmo em que melhora as capacidades dos modelos de IA”. O CEO da OpenAI, Sam Altman, o CEO da SpaceX, Elon Musk, e o presidente do Google DeepMind, Demis Hassabis, manifestaram apoio.
Arora inicialmente publicou no X que considerava o pedido por desaceleração um “NINJA MOVE”, uma ação que poderia dar a alguém uma vantagem discreta. Ele disse à CNBC que escreveu isso porque achava que essas empresas de IA estavam tentando “ganhar a simpatia dos reguladores” e dos legisladores e obter uma “carta branca” em relação à responsabilidade jurídica.
Mas o executivo afirmou que agora considera “irrealista” essa ideia de controlar o ritmo do desenvolvimento da IA.
“Acho que, muito provavelmente, algumas pessoas vão se adiantar, e ainda haverá gente desenvolvendo na fronteira, o que significa que não deveríamos tentar impedir quem está na fronteira, porque são as pessoas mais responsáveis”, disse Arora.
“Então, desse ponto de vista, a ideia é não lançar seu produto se você não acredita que ele será seguro ou se não se sente confortável em colocá-lo no mercado”, afirmou. Ele acrescentou que também não está claro como as empresas poderiam criar uma forma de medir o ritmo de desenvolvimento da IA.
Arora também afirmou ser “altamente improvável” que a possibilidade de a IA acabar com a humanidade tenha “uma probabilidade de 10%, como vem sendo divulgado”.
“Acho que é uma probabilidade pequena, extremamente pequena, e é nosso trabalho garantir que sejam incorporadas as salvaguardas, a segurança e as proteções necessárias para que esses modelos sejam usados da maneira correta”, disse Arora.
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Siga o Times | CNBCOs comentários do CEO da Palo Alto estão alinhados aos do CEO da Nvidia, Jensen Huang, que afirmou que novas regulamentações não seriam necessárias para garantir a segurança e que caberia aos desenvolvedores dos modelos assegurar que seus produtos sejam seguros.
“Devemos criar produtos e testá-los adequadamente. E, se eles não estiverem prontos para ser lançados, basta segurá-los, continuar testando e desenvolvendo até que estejam prontos”, disse Huang à CNBC na semana passada.
Os desenvolvedores de IA “precisam assumir responsabilidade por si mesmos”, em vez de esperar que o governo federal lhes conceda uma “proteção contra responsabilização”, afirmou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, à CNBC na segunda-feira.
Uma das propostas de Amodei inclui uma “coordenação global” sobre o ritmo de desenvolvimento da IA e algum grau de cooperação com a China, principal rival dos Estados Unidos nessa área.
Bessent afirmou no domingo que Estados Unidos e China discutiram a criação de um “Diálogo EUA-China sobre IA”, com Washington propondo que os dois países estabeleçam um mecanismo de notificação para incidentes de segurança nacional relacionados à tecnologia.
Os dois países estão em uma disputa pela liderança em inteligência artificial, enquanto os Estados Unidos tentam restringir o acesso da China a tecnologias estratégicas, como chips. Esse é um dos principais pontos de tensão entre as duas potências e evidencia como qualquer cooperação pode ser difícil.
Arora afirmou que essa coordenação pode ser complicada porque políticos e executivos americanos têm visões diferentes.
“Acho que o primeiro passo é chegarmos a algum nível de consenso sobre o que realmente queremos antes de começarmos a falar em coordenar isso com outra pessoa”, disse Arora.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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