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China proíbe maçanetas retráteis em carros a partir de 2027
Publicado 02/01/2026 • 10:41 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/01/2026 • 10:41 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução/iFeng
As maçanetas retráteis, que se tornaram símbolo do design minimalista dos carros elétricos, estão com os dias contados no maior mercado automotivo do mundo. A China anunciou que proibirá o uso de maçanetas puramente eletrônicas em veículos de passageiros a partir de 1º de janeiro de 2027.
A decisão, tomada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), ocorre após uma série de acidentes fatais nos quais o resgate das vítimas foi impedido pelo travamento das portas.
Em colisões graves, o corte de energia do sistema elétrico muitas vezes impede que as maçanetas “saltem” para fora, deixando passageiros presos em veículos em chamas ou submersos.
A nova legislação impõe que todos os carros com menos de 3,5 toneladas possuam liberação mecânica obrigatória tanto interna quanto externa. As fabricantes deverão garantir que as portas possam ser abertas manualmente mesmo em caso de falha total da bateria ou danos severos à estrutura.
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Além disso, a regra exige que pelo menos uma maçaneta interna seja claramente visível e identificável por símbolos permanentes, facilitando a saída de emergência em situações de baixa visibilidade ou fumaça.
O estopim para o endurecimento das normas veio de acidentes recentes envolvendo o Xiaomi SU7 Ultra. Em outubro, um motorista morreu em Chengdu após uma colisão: testemunhas tentaram abrir as portas, mas o sistema eletrônico falhou e não havia acesso mecânico pelo lado de fora.
Estudos citados por órgãos reguladores apontam que, em impactos laterais, maçanetas retráteis eletrônicas funcionam em apenas 67% das vezes, contra 98% de sucesso dos modelos mecânicos tradicionais.
A medida terá reflexos globais. Como a China é o maior exportador de veículos elétricos e sede de marcas como BYD, GWM e Zeekr, é provável que as montadoras padronizem um novo design de maçanetas em seus modelos de exportação para reduzir custos de produção. No Brasil, onde o BYD Seal e o Tan são apreciados pelo visual limpo, o design das próximas gerações deve trazer mudança.
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