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China: Xi pede avanço em direção à reunificação com Taiwan

Publicado 30/09/2026 • 14:20 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O presidente da China, Xi Jinping, pediu nesta quarta-feira (30) o avanço dos esforços em direção à "reunificação" com Taiwan, ilha autogovernada que Pequim reivindica como parte de seu território.
  • O discurso ocorreu na véspera do Dia Nacional da China.
  • Xi rejeitou a "interferência externa" em relação a Taiwan em seu pronunciamento antes do 77º aniversário da fundação da República Popular da China.

Heute.at

Xi pediu o avanço dos esforços em direção à "reunificação" com Taiwan, ilha autogovernada que Pequim reivindica como parte de seu território.

O presidente da China, Xi Jinping, pediu nesta quarta-feira (30) o avanço dos esforços em direção à “reunificação” com Taiwan, ilha autogovernada que Pequim reivindica como parte de seu território. O discurso ocorreu na véspera do Dia Nacional da China.

Xi rejeitou a “interferência externa” em relação a Taiwan em seu pronunciamento antes do 77º aniversário da fundação da República Popular da China. O discurso ocorreu dias depois de Xi dizer ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que Washington deveria se opor à independência da ilha.

Pequim considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha.

“Devemos aprofundar os intercâmbios e a cooperação entre os dois lados do Estreito, combater resolutamente as forças separatistas da ‘independência de Taiwan’, opor-nos à interferência de forças externas, promover o desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito e avançar na grande causa da reunificação nacional”, afirmou Xi.

O discurso foi feito para centenas de convidados no Grande Salão do Povo, em Pequim, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.

A República Popular da China foi fundada em 1º de outubro de 1949, depois que o Exército Comunista derrotou as forças nacionalistas do Kuomintang ao final de uma guerra civil que durou duas décadas.

Os nacionalistas derrotados fugiram para Taiwan.

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A ilha depende dos Estados Unidos para sua segurança, inclusive por meio da compra de armas.

Leia também: China cobra “máxima cautela” dos EUA em questões envolvendo Taiwan

Xi fez uma visita de Estado a Washington na semana passada, durante a qual disse a Trump que demonstrasse “prudência” em relação a Taiwan e pediu que os Estados Unidos se opusessem à independência da ilha.

Washington já havia suspendido, em maio, uma compra de US$ 14 bilhões em armas por Taiwan. Trump classificou a negociação como uma “moeda de troca muito boa” nas tratativas com a China, o que levantou temores de que a segurança de Taiwan pudesse ser usada como instrumento nas negociações.

Xi também alertou em seu discurso que a China enfrentava “situações internacionais e domésticas complexas”, que exigiam “acelerar a construção de um novo padrão de desenvolvimento”.

“Devemos manter uma política externa independente de paz (…) para injetar mais certeza e energia positiva em um mundo entrelaçado por mudanças e turbulências”, afirmou, segundo a Xinhua.

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