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G7 alerta para impacto “catastrófico” da guerra com Irã, mas vê pouca margem de ação
Publicado 26/03/2026 • 16:22 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 26/03/2026 • 16:22 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã foi classificada como uma “catástrofe para a economia global” por líderes europeus do G7, às vésperas de uma reunião de chanceleres na França. O conflito tem provocado forte instabilidade nos mercados de energia e ampliado os riscos econômicos internacionais.
Os ministros das Relações Exteriores das principais economias industrializadas — incluindo EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão — se reúnem para discutir a crise, com a guerra no Irã e o conflito na Ucrânia no topo da agenda. A expectativa é que países europeus incentivem Washington a buscar uma saída diplomática.
Autoridades europeias alertam que a escalada do conflito já provoca danos relevantes à economia global, especialmente por meio do impacto sobre a energia. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que a guerra é “uma catástrofe para as economias do mundo”.
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Desde o início das hostilidades, infraestruturas energéticas no Irã e em países do Golfo foram atingidas, enquanto o quase fechamento do Estreito de Ormuz restringiu significativamente a oferta global de petróleo e gás. A região concentra uma parcela relevante do fluxo energético mundial.
O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, destacou que o conflito mudou de natureza, ampliando seus efeitos econômicos. Segundo ele, entre 30% e 40% da capacidade de refino no Golfo foi danificada, enquanto cerca de 17% da produção de gás foi comprometida, com recuperação estimada em anos.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que a crise pode gerar efeitos econômicos e sociais amplos, atingindo especialmente países mais vulneráveis, incluindo nações africanas.
A avaliação é de que, se o conflito persistir, haverá pressões adicionais sobre inflação, crescimento e cadeias globais de suprimento, ampliando os riscos sistêmicos.
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Apesar da gravidade do cenário, há impasse nas negociações por cessar-fogo. O governo dos EUA afirma manter contatos indiretos com o Irã e já apresentou propostas de paz, enquanto Teerã nega negociações diretas e indica resistência às condições propostas.
Relatos apontam que o Irã teria apresentado uma lista própria de exigências, incluindo maior controle sobre o Estreito de Ormuz, o que aumenta as tensões e dificulta um acordo.
Membros do G7 demonstram capacidade limitada de influenciar a condução do conflito, especialmente diante da postura dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump chegou a criticar aliados por não apoiarem as ações militares.
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Na mesma linha, líderes europeus têm evitado maior envolvimento direto, reforçando que “não é a guerra da Europa” e destacando a ausência de consulta prévia.
O cenário evidencia um descompasso entre aliados ocidentais e reforça a dificuldade de construção de uma solução coordenada para encerrar o conflito.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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