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Conflito no Oriente Médio

Trump barra ataque de Israel ao Irã antes das eleições nos EUA, diz jornal

Publicado 21/10/2026 • 22:24 | Atualizado há 31 minutos

KEY POINTS

  • Operação israelense prevista para 10 de outubro mirava instalações nucleares, usinas de energia e estruturas do regime iraniano.
  • Casa Branca se opôs à retomada dos bombardeios antes das eleições legislativas americanas, marcadas para 3 de novembro.
  • Israel mantém forças em alerta máximo e apresentou novos alvos ao governo americano, segundo o Financial Times.

Foto: Wikimedia Commons

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impediu Israel de iniciar uma nova campanha de bombardeios contra o Irã, planejada para 10 de outubro. A operação incluía ataques a instalações nucleares, usinas de energia elétrica e alvos ligados ao regime iraniano, segundo informações publicadas nesta quarta-feira (21) pelo Financial Times.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, havia preparado a ofensiva, mas a oposição de Washington levou à suspensão do plano. Trump não queria a retomada do conflito antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, conforme fontes ouvidas pelo jornal.

Mesmo com a operação interrompida, os dois governos mantêm a possibilidade de novos ataques. Uma fonte consultada pelo Financial Times afirmou que os bombardeios podem ocorrer nas próximas semanas, inclusive com participação das forças americanas.

Leia também: Trump diz que EUA não atacarão o Irã antes das eleições de meio de mandato

Pressão por acordo e novos alvos

“Ou haverá um acordo ou um ataque”, disse a fonte ao Financial Times. Segundo o relato, os Estados Unidos tentam pressionar Teerã a aceitar condições relacionadas ao programa nuclear iraniano e ao Estreito de Ormuz.

Na segunda-feira (19), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, esteve em Israel para reuniões com Netanyahu e outras autoridades de alto escalão. Durante os encontros, militares israelenses apresentaram uma lista atualizada de alvos, elaborada com base em novas informações de inteligência.

A relação incluía instalações civis que não haviam sido atingidas nos bombardeios realizados no início do ano. Uma das fontes ouvidas pelo jornal considerou, porém, que o planejamento militar também poderia servir para ampliar a pressão nas negociações com o Irã. A decisão final sobre uma nova ofensiva dependeria de Trump.

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Casa Branca descarta ofensiva antes de novembro

A porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou ao Financial Times que as dificuldades econômicas e militares enfrentadas pelo Irã demonstram os efeitos das medidas americanas. Ela citou o bloqueio de portos iranianos e as iniciativas para facilitar a passagem de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

“Os Estados Unidos não atacarão o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato”, declarou Kelly, reiterando a posição de Washington sobre o calendário eleitoral.

O Pentágono não respondeu ao pedido de comentário do Financial Times. O gabinete de Netanyahu também não se manifestou, enquanto as Forças de Defesa de Israel (IDF) se recusaram a comentar os planos militares.

Leia também: Irã anuncia “novo plano operacional” caso os EUA retomem os ataques, enquanto navios relatam ofensivas

Israel mantém militares em alerta

De acordo com o Financial Times, as forças israelenses permanecem em estado de alerta máximo há várias semanas. Em uma decisão considerada incomum, as IDF cancelaram as licenças de todos os militares a partir de quinta-feira (22), até as eleições parlamentares israelenses, previstas para 27 de outubro.

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