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Prisão de Maduro provoca reação dividida no Congresso dos EUA

Publicado 03/01/2026 • 15:30 | Atualizado há 9 meses

O Capitólio dos EUA em Washington, DC

O Capitólio dos EUA em Washington, DC

Unsplash

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de remover e prender o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após uma ação militar em larga escala no país sul-americano, provocou uma reação dividida no Congresso americano.

Enquanto republicanos elogiaram a operação, democratas questionaram a legalidade da ofensiva e cobraram explicações formais do Executivo.

A captura de Maduro foi anunciada por Trump em sua rede social, a Truth Social, e está sendo detalhada em coletiva de imprensa neste sábado (3).

Democratas questionam legalidade da ação

Parlamentares democratas afirmaram que Trump ignorou o papel constitucional do Congresso, que detém a autoridade primária para declarar guerra. O senador Andy Kim afirmou que o presidente evitou deliberadamente o processo de autorização legislativa para conflitos armados.

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O deputado Gregory Meeks, líder democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara, disse não ter recebido qualquer aviso prévio sobre a operação e que soube dos fatos apenas pela imprensa.

Republicanos celebram, mas admitem falta de briefing

Entre os republicanos, a reação majoritária foi de apoio. O senador Tom Cotton afirmou que a ausência de aviso ao Congresso teria evitado vazamentos. Para ele, a prisão de Maduro se assemelha a uma operação policial contra criminosos já denunciados.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que conversou com o secretário de Estado Marco Rubio e com o secretário de Defesa Pete Hegseth, e que o governo planeja realizar briefings quando o Congresso retomar os trabalhos.

Divisões também dentro do Partido Republicano

Apesar do apoio majoritário, houve críticas dentro do próprio Partido Republicano. O senador Mike Lee inicialmente questionou se havia base constitucional para a ação, mas depois afirmou que a operação poderia se enquadrar nos poderes do presidente previstos no Artigo II da Constituição.

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A deputada Marjorie Taylor Greene comparou a ofensiva americana a ações condenadas quando realizadas por Rússia ou China. Já o deputado Thomas Massie criticou publicamente o fundamento jurídico da prisão de um chefe de Estado estrangeiro.

Trump minimiza críticas do Congresso

Em entrevista ao programa Fox & Friends, Trump minimizou as críticas democratas. Segundo ele, os opositores “só reclamam” e deveriam reconhecer o sucesso da operação. O presidente afirmou ainda que a ação foi adiada por razões climáticas e que nenhum soldado americano morreu.

Trump também reforçou que a ofensiva faz parte de uma estratégia mais ampla de combate ao narcotráfico ligado ao regime venezuelano.

Denúncias criminais contra Maduro

A procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, informou que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram denunciados no Distrito Sul de Nova York por conspiração para narcoterrorismo, tráfico de cocaína, posse de armas e dispositivos destrutivos.

Segundo a Casa Branca, a ação militar se insere em uma estratégia de repressão ao narcotráfico e de bloqueio ao petróleo venezuelano.

Congresso cobra plano para o “dia seguinte”

Democratas afirmam que, apesar das acusações contra Maduro, não há clareza sobre o que acontecerá na Venezuela após sua prisão.

O deputado Jim Himes, líder democrata no Comitê de Inteligência da Câmara, disse não ter visto justificativa para ação militar sem autorização do Congresso nem um plano para evitar o caos no país.

Segundo ele, o governo Trump precisa explicar como pretende garantir estabilidade regional após a remoção de Maduro.

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