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Consultoria ISS recomenda que acionistas da Tesla rejeitem plano de pagamento de US$ 1 trilhão a Elon Musk
Publicado 20/10/2025 • 17:11 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 20/10/2025 • 17:11 | Atualizado há 3 meses
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Elon Musk
Nathan Howard | Reuters | CNBC Internacional
A principal consultoria de votos do mercado, a Institutional Shareholder Services (ISS), recomenda que os investidores da Tesla rejeitem o plano de remuneração para Elon Musk, que daria ao CEO quase US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,4 trilhões) em ações.
De acordo com a ISS, o “mega prêmio de desempenho em ações” para Musk, criado com o objetivo de manter o CEO no comando por mais tempo, “tem um valor de concessão fora da realidade, condicionado ao cumprimento de metas extremamente ambiciosas que, se alcançadas, podem gerar um retorno gigantesco para os acionistas”. O parecer foi divulgado nesta sexta-feira (18).
A assembleia anual de acionistas da Tesla em 2025, incluindo a votação das propostas, está marcada para o dia 5 de novembro. A empresa deve divulgar os resultados do terceiro trimestre na próxima quarta-feira (22).
A ISS afirmou que, embora alguns acionistas possam apoiar o plano de remuneração, “existem preocupações não resolvidas quanto ao tamanho e à estrutura desse prêmio especial”.
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Se for aprovado, o plano do bilionário será o maior já concedido a um CEO de uma empresa de capital aberto. Ele poderia garantir a Musk até mais 12% de participação na Tesla, caso a empresa atinja um valor de mercado de US$ 8,5 trilhões (cerca de R$ 45,9 trilhões) e cumpra outras metas.
A Tesla discordou da recomendação da ISS.
Em uma publicação na rede social X, que pertence a Musk, a montadora acusou a ISS de ignorar “pontos fundamentais sobre investimento e governança”. A Tesla também reclamou que a consultoria já havia recomendado o voto contra pacotes de remuneração que os acionistas aprovaram duas vezes antes (e que Elon já teria conquistado), além do Prêmio de Desempenho para o CEO em 2025 (no qual ele só recebe algo se os acionistas tiverem um grande ganho).
A empresa pediu aos acionistas que sigam as orientações do conselho em todas as propostas do edital deste ano.
A ISS já havia recomendado anteriormente aos investidores que rejeitassem a “ratificação” do pacote de remuneração para Musk de 2018, avaliado na época em cerca de US$ 56 bilhões (aproximadamente R$ 302,6 bilhões).
No início do ano passado, o Tribunal de Chancelaria de Delaware determinou que o plano de remuneração de 2018 foi concedido de forma irregular pelo conselho da Tesla e deveria ser anulado. Segundo a decisão, a Tesla escondeu informações importantes dos acionistas antes da votação, e Musk tinha controle sobre o conselho.
Musk recorreu dessa decisão para a Suprema Corte do Estado de Delaware, e os primeiros argumentos do recurso foram ouvidos por um painel de juízes nesta semana.
Procurada, a ISS preferiu não comentar além do que já estava em seu relatório.
A ISS, junto com a Glass Lewis e outras consultorias menores, tem influência sobre o voto dos acionistas nas assembleias anuais. Em 2023, Musk acusou a ISS e a Glass Lewis de, na prática, controlarem o mercado de ações por conta da influência que exercem sobre fundos passivos ou indexados em algumas decisões. Ele chegou a comparar, sem nenhuma base, a ISS a uma organização terrorista.
Musk poderá votar com suas próprias ações na votação sobre seu futuro salário. Segundo os dados mais recentes, ele detém pelo menos 13,5% do poder de voto na Tesla. Essa fatia já pode ser suficiente para aprovar o pacote de quase US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,4 trilhões).
Em setembro, Musk aumentou ainda mais sua participação na Tesla ao comprar mais US$ 1 bilhão em ações da empresa.
Entre outras recomendações, a ISS também sugeriu que os acionistas votem contra a autorização para o conselho da Tesla investir na xAI, empresa de inteligência artificial criada por Musk em março de 2023 e revelada ao público só em julho do mesmo ano. A Tesla já vendeu dezenas de milhões de dólares em sistemas de armazenamento de energia Megapack para a xAI.
A ISS também recomendou voto contrário para a recondução de Ira Ehrenpreis ao conselho da Tesla, que é amigo próximo de Musk há muitos anos.
Em maio, a Tesla alterou seu estatuto para limitar a possibilidade de acionistas processarem a empresa por quebra de dever fiduciário. Agora, só pode entrar com uma ação derivada quem tiver pelo menos 3% das ações da companhia. Ehrenpreis era o presidente do comitê de governança da Tesla quando essa mudança foi feita, sem que houvesse votação dos acionistas.
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