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Dirigente do Fed diz não ver urgência para novos cortes de juros nos EUA
Publicado 19/12/2025 • 13:29 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/12/2025 • 13:29 | Atualizado há 2 meses
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Ajay Suresh / Wikimedia Commons
Federal Reserve em Chicago, EUA
O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmou nesta sexta-feira (19), em entrevista à CNBC, que o banco central dos Estados Unidos não vê urgência para novas mudanças na política monetária e que a postura atual está “em um bom lugar” para avaliar a evolução dos dados econômicos.
Segundo Williams, a política monetária segue moderadamente restritiva, com espaço para, no futuro, retornar ao nível neutro. “Na minha opinião, a taxa de juros real neutra está um pouco abaixo de 1%, e estamos atualmente um pouco acima disso”, disse.
Williams avaliou que, com a inflação ainda acima da meta, a estratégia atual do Fed é “útil”. Ele reiterou que acredita em novos cortes de juros adiante, mas destacou que, neste momento, o comitê prefere observar como a economia irá performar antes de tomar novas decisões.
O dirigente afirmou estar “bastante confiante” no cenário econômico base, apesar de classificar 2025 como um ano de elevada incerteza.
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De acordo com Williams, o PIB dos EUA deve crescer entre 1% e 1,5% em 2025, com expectativa de recuperação mais forte em 2026. Ele destacou que um avanço sustentado da produtividade é positivo para a economia e pode ter efeito desinflacionário no médio prazo.
Sobre inteligência artificial, o dirigente afirmou que a tecnologia deve transformar o mercado de trabalho, mas não representa, neste momento, um risco sistêmico ao sistema financeiro. “Se for necessário ajustar a política monetária por causa da IA, eventualmente faremos isso, mas o foco segue sendo a economia e o duplo mandato do Fed”, afirmou.
Williams classificou os dados econômicos mais recentes como encorajadores, indicando continuidade do processo de desinflação, mas demonstrou cautela em relação ao último CPI. Segundo ele, a leitura pode ter sofrido distorções devido a falhas na coleta de dados pelo Bureau of Labor Statistics (BLS).
“Os dados do CPI de novembro podem ter sido ligeiramente reduzidos. Serão necessários mais um ou dois meses para uma leitura mais precisa; o dado de dezembro deve trazer maior clareza”, disse.
No mercado de trabalho, Williams afirmou que a taxa de desemprego também pode ter sido levemente inflada por distorções, mas ressaltou que não há sinais de deterioração acentuada.
O presidente do Fed de Nova York acrescentou que o banco central não está realizando flexibilização quantitativa no momento e que o atual programa de compras de ativos não tem como objetivo influenciar os juros de longo prazo.
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