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Dívida de cartões de crédito nos EUA atinge recorde e chega a US$ 1,28 trilhão
Publicado 10/02/2026 • 22:21 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 10/02/2026 • 22:21 | Atualizado há 2 horas
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Pixabay
Os americanos encerraram 2025 mais endividados do que nunca. Os saldos de cartões de crédito atingiram um novo recorde no quarto trimestre, aumentando em US$ 44 bilhões (R$ 228,8 bilhões) e chegando a US$ 1,28 trilhão (R$ 6,656 trilhões), de acordo com um novo relatório sobre a dívida das famílias divulgado na terça-feira (10) pelo Federal Reserve Bank de Nova York. Isso representa um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior.
A pesquisa mensal de Expectativas do Consumidor do banco central também constatou que menos consumidores esperam que a situação financeira de suas famílias esteja melhor daqui a um ano, e uma parcela maior espera que esteja pior.
Perto do fim do ano, a dívida do cartão de crédito costuma aumentar, já que os consumidores elevam seus gastos durante o pico das compras. “Dado o que estamos vendo no mercado de trabalho, os gastos estão se mantendo bastante fortes”, disseram os pesquisadores do Fed de Nova York em uma teleconferência com a imprensa.
Mesmo com o mercado de trabalho mostrando sinais de pressão, os gastos dos consumidores permaneceram amplamente fortes. No entanto, outras pesquisas mostram que isso tem sido atribuído às compras robustas feitas por consumidores de renda mais alta.
“Você vê evidências consistentes com uma economia em formato de ‘K’”, disseram os pesquisadores do Fed de Nova York. “Alguns grupos estão realmente enfrentando dificuldades.”
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Isso não é visível apenas no número de atrasos em empréstimos para automóveis, cartões de crédito e linhas de crédito com garantia imobiliária, disseram os pesquisadores. “Você também vê isso no aumento das taxas de inadimplência de hipotecas”, afirmaram, referindo-se ao número crescente de proprietários que estão atrasando o pagamento de suas prestações.
De forma geral, “taxas elevadas de inadimplência são mais pronunciadas nas áreas de menor renda”, também constataram os pesquisadores do Fed.
Enquanto isso, com uma taxa média de cartão de crédito em torno de 20%, os cartões estão entre as formas mais caras de se tomar dinheiro emprestado. Atualmente, cerca de 175 milhões de pessoas nos EUA têm cartões de crédito e, embora algumas paguem suas faturas integralmente todos os meses, aproximadamente 60% dos usuários carregam saldo de um mês para o outro, segundo o Fed de Nova York.
O apelo do presidente Donald Trump por um teto temporário de 10% nas taxas de juros dos cartões de crédito poderia significar encargos de juros significativamente menores para aqueles com dívida rotativa. No entanto, bancos e executivos do setor afirmaram que irão combater controles de preços sobre cartões de crédito, assim como combateram com sucesso, no ano passado, os esforços do Consumer Financial Protection Bureau para limitar as taxas por atraso.
Mais da metade dos consumidores, 55%, mantém saldos em cartões de crédito para cobrir despesas essenciais, de acordo com um relatório separado da empresa de gestão de dívidas Achieve.
Entre aqueles que estão ficando inadimplentes, muitos tiveram que escolher entre manter os pagamentos das dívidas em dia e cobrir necessidades cotidianas, constatou a pesquisa com 2.000 consumidores.
“É assim que a economia em formato de K se manifesta no mundo real. Há uma metade mais abastada da população cuja vida financeira não é afetada por inconvenientes momentâneos. Mas, para todos os outros, a triagem financeira e as concessões são um modo de vida”, disse Andrew Housser, cofundador e co-CEO da Achieve, em comunicado.
“Quanto mais tempo isso persistir, mais a lacuna se amplia”, acrescentou ele.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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