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Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio com rali pós-eleição

Publicado 06/10/2026 • 18:18 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Dólar à vista caiu 0,52%, a R$ 4,9756, após oscilar entre R$ 4,9456 e R$ 4,9863.
  • Foi o primeiro fechamento abaixo de R$ 5 desde maio deste ano, depois da queda superior a 4% registrada na segunda-feira.
  • Resultado do primeiro turno continuou influenciando os ativos brasileiros, enquanto o dólar também perdeu força no exterior diante das apostas de manutenção dos juros pelo Fed neste mês.
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Foto: Unsplash

O dólar fechou abaixo de R$ 5 nesta terça-feira (6) pela primeira vez desde maio deste ano, prolongando a forte valorização do real iniciada após o primeiro turno das eleições presidenciais.

A moeda americana caiu 0,52%, a R$ 4,9756, depois de oscilar entre R$ 4,9456 e R$ 4,9863. Às 17h05, o contrato futuro para novembro recuava 0,54%, a R$ 4,9980.

O movimento desta terça veio na sequência da queda de mais de 4% registrada na segunda-feira, quando os mercados reagiram ao resultado do primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula (PT), e os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Rali pós-eleição continua no câmbio

Apesar da correção do Ibovespa nesta terça, outros ativos brasileiros continuaram refletindo o movimento iniciado depois das urnas.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Arthur Horta, head de análise da GTF Capital, afirmou que a queda do dólar e dos juros futuros mostra que o chamado rali pós-eleição permaneceu ativo.

“Quando a gente olha para o dólar em queda, para os juros futuros em queda e para as ações cíclicas domésticas subindo, significa que esses ativos ainda estão vivenciando um rali”, afirmou.

Segundo Horta, a queda da bolsa nesta terça ficou concentrada em ações de maior peso, após a disparada histórica da véspera, enquanto o câmbio e os juros continuaram refletindo as expectativas formadas depois do primeiro turno.

O mercado passou a incorporar aos preços uma maior possibilidade de mudança na condução da política econômica a partir de 2027. Essa é uma expectativa dos investidores que vai depender tanto do resultado do segundo turno quanto das medidas efetivamente adotadas pelo próximo governo.

Dólar chega a R$ 4,94 na mínima

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A moeda americana chegou a R$ 4,9456 na mínima do pregão, aprofundando o movimento que começou na segunda-feira.

Na véspera, o dólar havia despencado 4,12%, a R$ 5,0018, depois de o resultado eleitoral provocar uma forte reprecificação dos ativos brasileiros. O real registrou uma de suas maiores valorizações diárias dos últimos anos.

Nesta terça, porém, Horta ressaltou que o segundo turno abre uma nova etapa para o mercado, na qual declarações dos candidatos, propostas econômicas e manifestações de aliados podem provocar novas oscilações.

“Tudo que as pessoas ligadas aos candidatos, as pessoas mais próximas, e os próprios candidatos falarem vai ser monitorado, cada vírgula, pelo mercado”, disse.

Segundo o analista, temas como política fiscal, juros e eventuais conflitos institucionais podem influenciar a precificação dos ativos nas próximas semanas.

Exterior também favorece queda

Ao contrário da segunda-feira, quando o real disparou mesmo com valorização do dólar no exterior, o movimento internacional também ajudou nesta terça-feira.

O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas, recuava 0,31%, aos 101,847 pontos. O euro avançava 0,34%, a US$ 1,1259, enquanto a libra ganhava 0,43%, a US$ 1,3276.

A fraqueza do dólar refletiu o aumento das apostas de que o Federal Reserve não elevará os juros na reunião deste mês. A atenção agora se volta para a ata da última decisão de política monetária do banco central americano, que pode trazer novas indicações sobre os próximos passos da instituição.

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