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Em agosto, Trump comprou até US$ 25 milhões em ações da Meta e milhões em dívidas da SpaceX
Publicado 08/10/2026 • 16:13 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/10/2026 • 16:13 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
Trump compra ações da SpaceX e vende parte apenas uma semana depois
Em agosto, o presidente Donald Trump divulgou mais de 500 transações com títulos mobiliários, incluindo a compra de até US$ 25 milhões (R$ 135 milhões) em ações da Meta e um investimento de até US$ 5 milhões (R$ 27 milhões) na SpaceX. Segundo um relatório financeiro divulgado recentemente, ele declarou a dívida dois dias antes de assinar uma política abrangente destinada a expandir o transporte espacial comercial dos EUA.
De acordo com uma análise da CNBC sobre a declaração financeira de Trump em agosto, que apresenta cada transação dentro de uma faixa de valor, as 517 compras e vendas totalizaram aproximadamente entre US$ 74,3 milhões (R$ 401,2 milhões) e US$ 273,3 milhões (R$ 1,48 bilhão). Os cálculos da CNBC indicam que as compras representaram pelo menos US$ 44,2 milhões (R$ 238,7 milhões), enquanto as vendas somaram pelo menos US$ 30,1 milhões (R$ 162,5 milhões).
O documento de 18 páginas mostra que a carteira de investimentos de Trump permaneceu altamente ativa, mesmo com a desaceleração das negociações em comparação com junho e julho, quando ele divulgou mais de 1.000 transações em cada mês.
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A maior transação foi a compra, em 21 de agosto, de ações da Meta no valor entre US$ 5 milhões (R$ 27 milhões) e US$ 25 milhões (R$ 135 milhões), em meio a uma reestruturação mais ampla do portfólio naquele dia. Trump também declarou a compra de ações da AT&T, ConocoPhillips, Abbott Laboratories, Netflix e Chevron, todas avaliadas entre US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões) e US$ 5 milhões (R$ 27 milhões), no mesmo dia. A Meta não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da CNBC.
Do lado das vendas, em 21 de agosto, ele se desfez de ações da Advanced Micro Devices, avaliadas entre US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões) e US$ 5 milhões (R$ 27 milhões), e da Church & Dwight, além de participações avaliadas entre US$ 500.001 (R$ 2,7 milhões) e US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões) em empresas como Boeing, Home Depot, T-Mobile, Datadog, Dell Technologies, Palo Alto Networks e Nvidia. O documento também revela um novo investimento considerável na SpaceX.
Em 18 de agosto, as contas de Trump compraram entre US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões) e US$ 5 milhões (R$ 27 milhões) em títulos seniores não garantidos emitidos pela empresa de foguetes e satélites de Elon Musk, com uma taxa de juros de 5,35% e vencimento em julho de 2031.
Dois dias depois, Trump assinou uma política nacional de transporte espacial que prevê que os EUA apoiem mais de 1.000 lançamentos e reentradas anualmente até 2030. A política orienta as agências federais a facilitar o acesso comercial às instalações de lançamento do governo e a incentivar o investimento privado e as parcerias público-privadas em infraestrutura espacial.
A SpaceX é uma importante contratada do Pentágono e fornecedora de serviços de lançamento da NASA, o que a coloca em uma posição privilegiada para se beneficiar de políticas destinadas a expandir o mercado de lançamentos comerciais dos EUA.
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Siga o Times | CNBCTrump já havia investido na SpaceX, mas em uma escala muito menor, comprando entre US$ 15.001 (R$ 81 mil) e US$ 50.000 (R$ 270 mil) em ações tanto em junho — mês da oferta pública inicial — quanto em julho, e vendendo entre US$ 1.001 (R$ 5,4 mil) e US$ 15.000 (R$ 81 mil) em julho. A SpaceX não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários da CNBC.
A sobreposição entre o portfólio de Trump e as ações de sua administração vai além da SpaceX. Trump homenageou diversos executivos e fundadores de empresas de tecnologia em uma cúpula científica na Casa Branca na quinta-feira. As empresas desses executivos aparecem entre suas transações mais recentes, incluindo Musk, o CEO da Nvidia, Jensen Huang; o CEO da Microsoft, Satya Nadella; o CEO da Dell Technologies, Michael Dell; a CEO da AMD, Lisa Su; e o cofundador do Google, Sergey Brin.
Na quinta-feira, a Casa Branca afirmou que Trump não dirige as negociações. O porta-voz Davis Ingle disse que o portfólio é administrado de forma independente por meio de contas discricionárias e modelos computadorizados, sem “nenhuma possibilidade” de Trump ou sua família influenciarem as decisões de investimento.
Em contrapartida, os presidentes mais recentes geralmente se desfizeram de ações individuais ou recorreram a fundos cegos ou fundos diversificados para evitar potenciais conflitos de interesse. O novo documento não revela o tamanho exato dos investimentos de Trump, pois as divulgações federais informam as transações em amplas faixas de valor, e não em quantias exatas. Mas o intenso volume de negociações tornou-se uma marca registrada do segundo mandato de Trump.
Sua declaração financeira anual de 2025 mostrou mais de 21.000 transações com títulos em oito contas, totalizando pelo menos US$ 858 milhões (R$ 4,63 bilhões), em comparação com apenas 86 transações com ações divulgadas durante seu primeiro ano de mandato, em 2017.
O relatório divulgado em agosto também mostra investimentos contínuos em algumas das maiores empresas de capital aberto do país. Trump declarou compras entre US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões) e US$ 5 milhões (R$ 27 milhões) em ações da Microsoft, McDonald’s e Comcast em 10 de agosto.
Posteriormente, em 26 de agosto, a carteira de investimentos de Trump adquiriu entre US$ 15.001 (R$ 81 mil) e US$ 50.000 (R$ 270 mil) em ações da Tyson Foods. No mesmo dia, ele assinou uma proclamação expandindo temporariamente as importações de aparas de carne bovina magra com tarifas reduzidas em 300.000 toneladas métricas.
A medida, destinada a aliviar os elevados preços da carne bovina, entrou em vigor em 1º de setembro por até 90 dias. Trump já havia sinalizado planos para lidar com os preços da carne bovina antes da aquisição da Tyson, e a divulgação não mostra se a compra das ações da Tyson ocorreu antes ou depois de ele assinar a proclamação.
A conta de Trump também continuou comprando títulos municipais, um padrão que tem surgido repetidamente em suas declarações. O documento apresentado em agosto inclui dezenas de títulos municipais vinculados a governos estaduais e locais, escolas, hospitais, autoridades habitacionais e outras entidades públicas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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