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EUA anunciam US$ 6 milhões em ajuda humanitária a Cuba em meio a crise e bloqueio energético

Publicado 07/02/2026 • 18:23 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • O recurso surge em um momento de agravamento da crise humanitária na ilha e de escalada nas tensões diplomáticas.
  • O auxílio será destinado prioritariamente à região leste do país, devastada pelo furacão Melissa no final do ano passado, e inclui suprimentos básicos como arroz, feijão, lâmpadas solares e latas de atum.
  • O anúncio da ajuda ocorreu poucas horas após o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciar o que chamou de "bloqueio energético" imposto por Washington.

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Bandeira de Cuba

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (5) um aporte adicional de US$ 6 milhões (aproximadamente R$ 31,8 milhões, na cotação atual) em assistência para Cuba. O recurso surge em um momento de agravamento da crise humanitária na ilha e de escalada nas tensões diplomáticas.

O auxílio será destinado prioritariamente à região leste do país, devastada pelo furacão Melissa no final do ano passado, e inclui suprimentos básicos como arroz, feijão, lâmpadas solares e latas de atum.

A entrega dos mantimentos será intermediada pela Igreja Católica e pela organização Caritas, visando garantir que os recursos cheguem diretamente à população.

O oficial sênior do Departamento de Estado dos EUA, Jeremy Lewin, enfatizou que a equipe da embaixada estará em campo para assegurar que o regime cubano não desvie ou politize a assistência. Este novo montante se soma aos US$ 3 milhões (R$ 15,9 milhões) já enviados anteriormente para socorro em desastres.

Guerra de narrativas e o impasse do petróleo

O anúncio da ajuda ocorreu poucas horas após o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciar o que chamou de “bloqueio energético” imposto por Washington. Díaz-Canel criticou as recentes ameaças de tarifas comerciais contra países que vendem petróleo para Cuba, afirmando que a medida paralisa hospitais, escolas e a produção de alimentos.

O líder cubano classificou as ações dos EUA como uma “guerra psicológica” e afirmou que a ilha não recebe carregamentos de combustível desde o início do cerco naval à Venezuela em dezembro.

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Por outro lado, os EUA rebatem a acusação de que as sanções seriam as únicas responsáveis pela escassez. Lewin afirmou que o governo cubano possui bilhões de dólares, mas prefere gastar recursos com o aparelho de segurança e interferências externas em vez de abastecer as prateleiras.

De acordo com o oficial, a situação crítica é fruto de uma gestão que prioriza a manutenção do poder em detrimento das necessidades básicas dos cidadãos comuns, exacerbando a falta de eletricidade e comida.

Resiliência e incertezas para 2026

Díaz-Canel admitiu que o país enfrentará tempos difíceis, mas apelou para a “resiliência criativa” do povo cubano para superar o desabastecimento. Autoridades da ilha estimam que as sanções americanas custaram mais de US$ 7,5 bilhões (R$ 39,7 bilhões) entre março de 2024 e fevereiro de 2025.

O presidente prometeu detalhar novas medidas de enfrentamento à crise na próxima semana, enquanto mantém a postura de que qualquer diálogo com os EUA deve respeitar a soberania nacional.

Enquanto a diplomacia permanece travada, a população sofre com apagões severos e a inflação dos itens básicos. Os EUA sinalizaram que podem anunciar mais apoio caso o governo de Havana demonstre disposição para aceitar ajuda de forma transparente.

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