Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Euro: apesar dos 25 anos da moeda única, pagamento digital ainda é desafio
Publicado 12/12/2025 • 15:00 | Atualizado há 2 meses
Por que o governo Trump decidiu comprar ações de uma mineradora norte-americana de terras raras
Trump “castiga” Coreia do Sul com tarifas de 25% após trava em acordo comercial
Tensão em Minneapolis: Target fala em ‘violência dolorosa’, mas evita embate direto com Trump
Nike vai demitir 775 funcionários nos EUA enquanto acelera automação em centros de distribuição
Empresa de terras raras salta após aporte do Departamento de Comércio dos EUA
Publicado 12/12/2025 • 15:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Pexels
Vinte e cinco anos após a introdução da moeda única, uma solução de pagamento digital pan-europeia e soberana ainda precisa ser construída, mas soluções privadas europeias estão surgindo. Enquanto isso, atores americanos como Visa e Mastercard para cartões bancários, além do Paypal para pagamentos online e o Apple Pay com sua “wallet” (carteira digital), preencheram o vazio existente.
Visa e Mastercard representam “69% das transações por cartão na zona do euro”, segundo o Banco da França.
Além de uma questão de soberania, essas soluções levantam o problema do custo para os usuários. Segundo uma pesquisa da Comissão Europeia (2024), as taxas cobradas sobre pagamentos com cartões de débito chegavam em média a 0,44% em 2022, contra 0,27% em 2018.
Soluções privadas
Existem cinco redes nacionais de cartões bancários na Europa: na Alemanha (que não atua no e-commerce), na Bélgica, na França (GIE Cartes Bancaires), na Itália e em Portugal. Embora sejam menos onerosos para os comerciantes, eles não funcionam para pagamentos transfronteiriços.
Recentemente, surgiram soluções transfronteiriças de transferências instantâneas de conta a conta: Wero (Alemanha, Bélgica, França) e EuroPA (Espanha, Itália, Portugal). O EuroPA e o Wero estão trabalhando para criar uma interface que permita aos clientes das duas redes transitar de uma para a outra com fluidez.
Segundo Martina Weimert, chefe da empresa responsável pelo desenvolvimento do Wero, a European Payments Initiative (EPI), o Wero contava em meados de 2025 com “15,9 milhões” de usuários ativos na França (ou seja, que já utilizaram o serviço), “2,3 milhões” de clientes na Alemanha e “perto de 7 milhões” na Bélgica.
Apoiando-se em seu posicionamento de pagamentos entre pessoas físicas, que garantiu sua presença em todos os aplicativos bancários, o Wero lançou o pagamento para comerciantes online na Alemanha –país que tinha grande demanda por uma solução soberana – antes de lançá-lo na França e na Bélgica em 2026.
Leia mais:
Famílias europeias esperam preços mais altos nos próximos 12 meses, aponta BCE
Projeto do euro digital
O Banco Central Europeu (BCE) apoia um projeto de euro digital, uma versão desmaterializada de moedas e notas, cujo quadro legislativo é atualmente objeto de debate no Conselho e no Parlamento Europeu. A finalização deste projeto de regulamentação é esperada para o decorrer de 2026.
O euro digital permitirá transferências de dinheiro entre indivíduos, bem como pagamentos por telefone e cartão em estabelecimentos comerciais e online. Ele funcionará também no modo “offline”.
O euro digital constituirá uma plataforma de inovação para atores privados, que poderão assim oferecer seus serviços (incluindo Wero e EuroPA) em toda a zona do euro, com padrões técnicos e regras comerciais unificados, indicou a subgovernadora do Banco da França, Agnès Bénassy-Quéré, em um blog. Além disso, a moeda se apoiará em uma infraestrutura soberana, desenvolvida e operada na Europa por fornecedores europeus, acrescentou.
Stablecoins
As stablecoins são criptomoedas cuja particularidade é ter um valor estável por serem lastreadas em moedas tradicionais, sendo 99% delas atreladas ao dólar dos Estados Unidos.
O governador do Banco da França, François Villeroy de Galhau, encorajou no início de outubro os bancos europeus a emitirem stablecoins em euros para combater a hegemonia do dólar nesses ativos digitais.
A Société Générale Forge, subsidiária do grupo bancário francês dedicada a criptoativos, lançou uma stablecoin em euro, a EUR CoinVertible (EURCV), ainda em 2023.
Desde então, dez grandes bancos europeus (ING, UniCredit, Banca Sella, KBC, Danske Bank, DekaBank, SEB, CaixaBank, Raiffeisen Bank International e BNP Paribas) anunciaram o lançamento, no segundo semestre de 2026, de uma “stablecoin” lastreada no euro para propor “uma alternativa em um mercado dominado pelos Estados Unidos”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Sob pressão, Raízen busca alternativas para reduzir a dívida
2
Renovação automática e gratuita da CNH vale para idosos? Entenda as regras
3
Maior loja da LEGO na América Latina é inaugurada em São Paulo
4
Quem é Diego Freitas? Conheça o novo CEO da Growth
5
Banco Master: Vorcaro, Lula e o contrato milionário com o escritório de Lewandowski