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Bolsas da Europa fecham sem direção única com pressão política sobre França e Espanha

Publicado 05/10/2026 • 15:10 | Atualizado há 43 minutos

KEY POINTS

  • Paris caiu 0,80% com preocupações sobre a dívida francesa e o cenário para a eleição presidencial de 2027.
  • Madri avançou 1,01% apesar da convocação de novas eleições parlamentares pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez.
  • Queda do petróleo deu suporte às ações, enquanto investidores avaliaram sinais sobre os próximos passos do BCE.

As bolsas europeias encerraram esta segunda-feira (5) sem uma tendência única, em uma sessão marcada pelo aumento das preocupações políticas e fiscais no continente. Paris recuou quase 1%, pressionada principalmente pelas incertezas sobre a dívida francesa, enquanto Madri avançou apesar da convocação de novas eleições parlamentares na Espanha.

O CAC 40, de Paris, caiu 0,80%, aos 7.834,10 pontos, em meio ao receio de investidores sobre o endividamento da França e sobre a forma como a questão fiscal será tratada pelos candidatos à eleição presidencial de 2027. O ambiente de maior cautela também contribuiu para a queda do euro diante do dólar.

A candidata de extrema-direita Marine Le Pen fará um discurso nesta terça-feira (6) e, segundo a Eurasia, deverá buscar responder às preocupações do mercado. Além do cenário político, a bolsa francesa sofreu com a queda de 10% das ações da Schneider Electric, após a companhia anunciar a compra da americana PTC, do setor de software.

Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez convocou novas eleições parlamentares para o próximo mês, após protestos motivados pelos elevados custos de moradia. A decisão adicionou um novo componente de instabilidade ao cenário político europeu, embora a Capital Economics avalie que a eleição espanhola deverá produzir efeitos limitados sobre a economia e a dívida do país.

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Apesar das tensões políticas, parte dos mercados encontrou suporte na queda dos preços do petróleo. O setor bancário europeu avançou mais de 1,3%, enquanto as ações de energia ficaram praticamente estáveis. Os investidores também acompanharam as perspectivas para os juros do Banco Central Europeu (BCE), antes da divulgação da ata da última reunião de política monetária.

O dirigente do BCE Joachim Nagel, da Alemanha, alertou que os riscos de alta ainda predominam para a inflação da zona do euro. Segundo ele, a elevada incerteza em torno das perspectivas inflacionárias “exige flexibilidade, e não inação”.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, avançou 0,34%, aos 10.497,94 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, subiu 0,06%, aos 25.245,90 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,66%, aos 50.818,38 pontos, e, em Madri, o Ibex 35 teve alta de 1,01%, aos 19.277,20 pontos. Na contramão, o PSI 20, de Lisboa, caiu 0,66%, aos 9.354,24 pontos. As cotações são preliminares.

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