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Fiesp se pronuncia sobre tarifa de Trump ao Brasil; Firjan manifesta ‘grande preocupação’
Publicado 10/07/2025 • 13:26 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 10/07/2025 • 13:26 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Donald Trump, presidente dos EUA
Evan Vucci/AFP/EStadão Conteúdo
Em nota divulgada à imprensa nesta quinta-feira (10), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, comentou sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais de 50% sobre todas as suas importações de produtos brasileiros.
Confira a nota na íntegra:
O Brasil, assim como os Estados Unidos, é uma nação soberana em que prevalece o estado democrático de direito assentado sobre um sistema de tripartição de poderes independentes (o Executivo, o Legislativo e o Judiciário) e, vale enfatizar, muito inspirado nos princípios instituídos pelos Founding Fathers da América.
Pode parecer desnecessária essa afirmação, mas, quando razões não econômicas são usadas para justificar a quebra de todo o regramento comercial e do direito internacional, é importante reafirmar esses princípios.
Apesar do impacto negativo para a indústria brasileira da elevação de tarifas unilateralmente pelos EUA, entendemos que a soberania nacional é inegociável. Este é um princípio balizador.
Negociar com serenidade, a partir de fatos e estatísticas verdadeiras, é de interesse comum às empresas brasileiras e americanas, que sempre foram bem-vindas ao Brasil. A livre atuação das empresas americanas, como de qualquer empresa nacional ou de outro país, deverá ser assegurada nos termos da legislação brasileira.
É importante lembrar que os EUA têm relevante superávit com o Brasil não só na balança comercial, mas, ainda maior, também na balança de serviços. Desconhecer mais de 200 anos de excelentes relações internacionais e comerciais não atende a nenhum dos dois países.
São muitas as oportunidades de mais e maiores negócios entre Brasil e EUA em benefício de nossas populações. Da exploração de terras raras ao desenvolvimento de padrões mundiais para os biocombustíveis, inclusive o SAF; do desenvolvimento de medicamentos à integração energética (como etanol e gás natural); dos investimentos conjuntos para a digitalização da economia ao uso da abundante geração de energia elétrica de fontes renováveis e baratas para o processamento de dados de ambos os países são apenas algumas das oportunidades em que empresas e governos deveriam focar.
Esperamos que a diplomacia e as negociações equilibradas prevaleçam, a despeito de ideologias e preferências pessoais, e que o bom senso volte a nortear a relação entre essas duas grandes nações soberanas.
Josué Gomes da Silva
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP,
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Siga o Times | CNBCTambém em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) se manifestou sobre a imposição de tarifas adicionais de 50% dos Estados Unidos ao Brasil.
Confira na íntegra:
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifesta grande preocupação com o anúncio de novas medidas tarifárias realizado pelo governo dos EUA em 9 de julho de 2025. No caso brasileiro, foi anunciada uma tarifa transversal de 50% sobre importações originadas no país, a partir do próximo dia 1º de agosto. Este pacote de medidas vem na sequência da aplicação de tarifas de importação de 25% sobre os produtos dos setores de aço e de alumínio com os países, incluindo o Brasil, anunciado pelo governo estadunidense em março deste ano.
Em contraste com as medidas aplicadas, Brasil e Estados Unidos mantêm um longo histórico de relações mutuamente benéficas, parcerias econômicas e industriais salutares e voltadas para a promoção dos negócios. O país é o principal investidor externo direto no mercado brasileiro, sendo o segundo maior parceiro no comércio de bens nacional. Os Estados Unidos registraram um superávit comercial de US$ 7 bilhões em relação ao Brasil em 2024.
Analisando mais especificamente a relação com o estado do Rio de Janeiro, o país é parceiro estratégico e um importante player na balança comercial, investindo em importantes setores da economia fluminense como energia, bens manufaturados e os de alto valor agregado.
Nesse contexto, a Firjan defende a intensificação da atuação diplomática e paradiplomática em diversos níveis para construção de uma solução negociada.
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