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Centro-esquerda francesa escolhe Glucksmann para disputar Presidência em 2027
Publicado 11/10/2026 • 19:30 | Atualizado há 28 minutos
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Publicado 11/10/2026 • 19:30 | Atualizado há 28 minutos
KEY POINTS
Foto: Reprodução / Facebook
O eurodeputado Raphael Glucksmann
O eurodeputado Raphael Glucksmann, de 46 anos, foi escolhido neste domingo (11) como candidato da centro-esquerda à Presidência da França em 2027. Líder do partido Place Publique, ele conquistou 66% dos 120.787 votos registrados nas prévias e garantiu a indicação ainda no primeiro turno, segundo os organizadores da votação.
A vitória deixou o dirigente do Partido Socialista, Olivier Faure, em um distante segundo lugar, com 14% dos votos. Os outros três concorrentes não alcançaram individualmente a marca de 10%, consolidando o resultado favorável a Glucksmann.
“Este resultado diz algo poderoso”, escreveu o candidato na rede social X. Para ele, uma esquerda fiel aos próprios valores pode “unir, governar e vencer”. Glucksmann busca apresentar sua candidatura como uma alternativa tanto às políticas do presidente Emmanuel Macron quanto à extrema direita francesa.
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Apesar do desempenho nas prévias, Glucksmann aparece com índices entre 9% e 14% nas pesquisas eleitorais, distante da liderança atribuída à representante da extrema direita, Marine Le Pen. O resultado da votação interna, portanto, ainda não se traduz em posição de destaque na disputa nacional.
O candidato também está atrás de Édouard Philippe, representante da centro-direita e ex-primeiro-ministro de Macron, e de Jean-Luc Mélenchon, veterano da esquerda radical e principal nome do partido França Insubmissa.
A relação com Mélenchon representa um dos obstáculos à articulação de uma candidatura mais ampla. Embora tenha mantido alianças eleitorais anteriores com os socialistas, Glucksmann descartou qualquer cooperação com o líder da França Insubmissa, partido que boicotou as prévias.
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Siga o Times | CNBCA atuação internacional é um dos elementos centrais da imagem política de Raphael Glucksmann. Ao anunciar, em agosto, sua intenção de concorrer à Presidência, ele procurou se distanciar do que chamou de círculos da “política clássica”, destacando experiências profissionais fora da França.
Entre essas experiências estão o trabalho realizado em Ruanda após o genocídio e a atuação como assessor do ex-presidente da Geórgia Mikheil Saakashvili, conhecido por sua oposição a Moscou. Eleito para o Parlamento Europeu em 2019, Glucksmann concentrou parte importante de sua atividade na defesa dos direitos humanos e tornou-se um defensor da Ucrânia.
O histórico internacional também serve de resposta às críticas de adversários, que o consideram “parisiense demais” e distante dos problemas cotidianos da população francesa. Ao rebater essa percepção, o candidato afirmou que sua visão de mundo não foi formada “em Davos ou Washington”, mas em lugares marcados por conflitos e devastação.
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Embora adote posições mais reformistas e centristas do que o Partido Socialista, Glucksmann já cooperou com a legenda na formação de listas eleitorais conjuntas. Agora, a aproximação pode oferecer acesso à estrutura partidária e à organização de campanha dos socialistas.
Durante uma série de compromissos realizados pela França no verão europeu, o candidato apresentou uma plataforma vinculada à esquerda, com a proposta de conciliar a transição ecológica com o progresso social. A estratégia busca estabelecer uma identidade política própria em uma disputa que reúne representantes de diferentes correntes ideológicas.
A eleição presidencial francesa está prevista para 18 de abril de 2027, quando será realizado o primeiro turno. Caso nenhum candidato obtenha a maioria necessária, o segundo turno ocorrerá em 2 de maio, duas semanas depois.
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