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Galípolo e outros BCs assinam carta em apoio a Powell após investigação contra chefe do Fed
Publicado 13/01/2026 • 08:39 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 13/01/2026 • 08:39 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Roberto Schmidt/AFP
Presidente do Fed, Jerome Powell
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, assinou uma carta conjunta em defesa de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), alvo de uma investigação criminal aberta pelo governo dos Estados Unidos.
O documento foi divulgado por autoridades de bancos centrais de diferentes países e afirma “total solidariedade” ao Sistema do Federal Reserve e a Powell. Entre os signatários estão a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e o Banco da Inglaterra, Andrew John Bailey.
Segundo o texto, a independência dos bancos centrais é um pilar da estabilidade econômica, financeira e de preços, devendo ser preservada no interesse dos cidadãos.
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Siga o Times | CNBCA carta destaca que Powell tem atuado “com integridade, foco em seu mandato e compromisso inabalável com o interesse público”. Os signatários afirmam ainda que ele é amplamente respeitado por colegas que atuam ou atuaram ao seu lado.
Além de Galípolo, Lagarde e Bailey, assinam o documento os presidentes dos bancos centrais da Suíça, Suécia, Dinamarca, Coreia do Sul, Austrália e Canadá.
A manifestação ocorreu após Powell confirmar que promotores federais abriram uma investigação criminal sobre a reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do Fed, em Washington, e sobre declarações prestadas ao Congresso.
O chefe do banco central americano afirmou que a apuração está ligada à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, por cortes mais rápidos e profundos nos juros. Segundo Powell, a ameaça de acusações criminais representa um risco direto à autonomia da política monetária.
Ele alertou que o desfecho do caso pode definir se o Fed continuará tomando decisões com base em dados econômicos ou sob influência de pressões políticas.
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