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Gigante do alumínio no Bahrein afirma ter sido alvo de ataque iraniano
Publicado 29/03/2026 • 07:13 | Atualizado há 1 hora
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Gigante do alumínio no Bahrein afirma ter sido alvo de ataque iraniano
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Publicado 29/03/2026 • 07:13 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação / AluminIum BahraIn
O corte de produção intensificou temores de escassez global do metal
A Aluminium Bahrein, que abriga a maior fundição de alumínio do mundo, declarou neste domingo que suas instalações foram alvo de um ataque iraniano, em meio à guerra liderada por EUA e Israel que já entra no segundo mês.
A companhia, conhecida como Alba, informou que o ataque ocorreu no sábado.
“A Alba está avaliando a extensão dos danos em suas instalações e segue focada em manter a resiliência operacional e a segurança de seus funcionários”, disse a empresa em comunicado.
Em 15 de março, a companhia já havia reduzido em 19% sua capacidade anual de produção de 1,6 milhão de toneladas, como medida para preservar a continuidade dos negócios diante das interrupções de fornecimento e transporte no Estreito de Hormuz.
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O corte de produção intensificou temores de escassez global do metal. Os preços do alumínio chegaram a atingir o maior nível em quatro anos no início do mês, antes de recuar parcialmente, mas ainda permanecem 4,3% acima dos valores registrados em 27 de fevereiro.
Embora seja o metal mais abundante na Terra, o alumínio é essencial para a economia mundial, com aplicações em eletrônicos, transporte, construção, energia solar e embalagens.
O Irã vem retaliando ataques dos EUA e de Israel desde 28 de fevereiro, lançando mísseis e drones contra vizinhos da região. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram neste domingo que suas defesas aéreas estavam respondendo a uma nova onda de projéteis.
No sábado, combatentes houthis apoiados por Teerã anunciaram ter lançado um míssil contra Israel — a primeira vez que o grupo participa diretamente da guerra. Analistas ouvidos pela CNBC alertam que os houthis podem tentar bloquear o tráfego marítimo pelo estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica que conecta o Mar Vermelho ao Canal de Suez, aumentando a pressão sobre o comércio global.
A gigante dinamarquesa Maersk, considerada termômetro do comércio internacional, reagiu a relatos de atividade de drones e explosões no porto de Salalah, em Omã.
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O Bab el-Mandeb respondeu por cerca de 12% do comércio marítimo de petróleo e 8% do de gás natural liquefeito no primeiro semestre de 2023. Já o Estreito de Hormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra, foi praticamente fechado pelas forças iranianas.

Na sexta-feira, os preços do petróleo fecharam no maior nível em mais de três anos, em meio ao fracasso das negociações do presidente Donald Trump com Teerã em aliviar os temores de interrupção de fornecimento.
O barril do petróleo bruto nos EUA avançou 5,46%, encerrando a US$ 99,64. Já o Brent, referência internacional, subiu 4,22%, fechando a US$ 112,57.
Trump concedeu ao Irã uma extensão de 10 dias para reabrir o estreito estratégico, mas a medida não acalmou os mercados. Em postagem nas redes sociais, o presidente disse que as conversas estavam “indo muito bem”, apesar de “declarações equivocadas da mídia e de outros”. Teerã nega estar em negociações.
Trump também anunciou que suspenderia ataques contra a infraestrutura energética iraniana até 6 de abril.
Enquanto isso, o aumento da presença militar dos EUA no Golfo alimenta temores de uma invasão terrestre, o que poderia prolongar a guerra e ampliar a incerteza para a economia global.
O Comando Central dos EUA confirmou que a 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, composta por cerca de 3.500 militares, chegou ao Oriente Médio no sábado.
“Marinheiros e fuzileiros navais a bordo do USS Tripoli (LHA 7) chegaram à área de responsabilidade do Comando Central dos EUA em 27 de março”, informou comunicado publicado na plataforma X.
No domingo, o Irã ameaçou atacar instituições educacionais dos EUA e de Israel na região, caso Washington não condene ataques contra universidades iranianas. A mídia estatal divulgou imagens de danos à Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã, atribuídos a bombardeios norte-americanos.
Com os impactos econômicos da guerra se espalhando para além do Oriente Médio, Trump enfrenta crescente pressão para pôr fim ao bloqueio iraniano no Estreito de Hormuz.
No sábado, o Paquistão anunciou que receberá chanceleres de Arábia Saudita, Turquia e Egito em Islamabad para negociações voltadas a encerrar o conflito.
O Ministério das Relações Exteriores paquistanês informou neste domingo que o chanceler Ishaq Dar se reuniu com seu homólogo turco, Hakan Fidan, para discutir a crise iraniana, entre outros temas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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