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Governo dos Estados Unidos afirma ter “vários argumentos” para atacar o Irã
Publicado 18/02/2026 • 18:55 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 18/02/2026 • 18:55 | Atualizado há 8 meses
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CNBC /Reprodução Youtube
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira (18) que o governo dos Estados Unidos tem “vários argumentos” para atacar o Irã, caso assim deseje. Os EUA e o Irã realizam uma rodada de negociações na Suíça com mediação do Omã, mas os líderes dos dois países também têm trocado ameaças nas redes sociais.
Segundo Leavitt, o presidente americano, Donald Trump, continua dando prioridade a um acordo diplomático sobre a questão nuclear com o Irã, mas houve poucos avanços nas negociações. “Há muitos motivos e argumentos que poderiam ser apresentados a favor de um ataque”, disse. “Esse é um tema que o presidente leva a sério. Ele está sempre pensando no que é do interesse dos Estados Unidos, das Forças Armadas e do povo americano”, completou.
As conversas se tratam principalmente do programa nuclear do Irã, que os Estados Unidos consideram uma ameaça, embora os líderes iranianos afirmem que tem fins pacíficos, para a geração de energia. Um acordo anterior havia sido firmado durante o governo Obama, mas Trump o desfez em seu primeiro mandato e voltou a impor sanções sobre o país asiático.
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Siga o Times | CNBCO Irã pede o fim das sanções, que têm prejudicado a economia. Os Estados Unidos pedem confirmações de que o Irã não fabricará uma bomba atômica, mas Trump também fala em mudança de regime. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que os americanos “não destruirão a República Islâmica”.
Enquanto a rodada de negociações segue, o Irã fechou parcialmente o estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo global. Por sua vez, os Estados Unidos enviou um porta-aviões para as águas do Oceano Índico e prepara o envio de outro. No início de janeiro, o Irã atravessou uma grande onda de protestos, cuja repressão deixou milhares de mortos.
Quase ao mesmo tempo em que Leavitt falava, Trump publicou em uma rede social que pode usar bases militares para impedir um ataque do Irã, que, segundo ele, seria um regime “altamente instável e perigoso”.
Trump citou a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, que é utilizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e do Reino Unido. O território é de posse britânica e Trump pediu que o primeiro-ministro do país europeu, Keir Starmer, não assine um acordo que arrendaria o território para as Ilhas Maurício por 100 anos.
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