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Governo dos EUA reduz metas de consumo de combustível para veículos

Publicado 02/10/2026 • 15:51 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • O governo Trump reduziu as exigências de eficiência de combustível para carros e veículos leves movidos a gasolina.
  • A medida amplia a reversão de regras adotadas durante o governo Biden e reduz a pressão por veículos mais eficientes.
  • Montadoras apoiaram a mudança, enquanto grupos ambientais alertaram para maior consumo de gasolina e aumento das emissões.

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O governo Trump divulgou na segunda-feira, 28, novos padrões de eficiência de combustível que flexibilizam as exigências para carros e veículos leves movidos a gasolina. As regras foram anunciadas pouco depois de o presidente Donald Trump rejeitar uma proposta iraniana para abrir o Estreito de Ormuz, movimento que fez os preços do petróleo dispararem.

As exigências determinam a distância que os novos veículos precisam percorrer com um galão de gasolina. A mudança amplia a reversão, promovida por Trump, de políticas que incentivavam a produção e a compra de veículos elétricos.

O Departamento de Transportes e a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA, na sigla em inglês) estimaram que os novos padrões resultarão em uma média combinada de cerca de 34,9 milhas por galão para automóveis de passageiros e veículos leves no ano-modelo de 2031, ante as 50,4 milhas por galão projetadas sob as regras do governo Biden.

“Graças à liderança do presidente Trump, finalmente encerramos o mandato ilegal que obrigava as montadoras a produzir veículos elétricos mais caros que as famílias americanas não queriam”, afirmou o secretário de Transportes, Sean Duffy.

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Trump disse no sábado, na Truth Social, que as exigências menos rigorosas “eliminariam o desperdício na fabricação de carros nos Estados Unidos”, reduziriam em milhares de dólares o custo dos veículos novos para as famílias e impulsionariam a produção doméstica.

Desde que assumiu o cargo, Trump também recuou em regras sobre emissões de escapamentos, revogou multas para montadoras que não cumprem os padrões federais de quilometragem e encerrou créditos ao consumidor de até US$ 7.500 para a compra de veículos elétricos.

A Alliance for Automotive Innovation, que representa a indústria automobilística americana, apoiou a medida. O presidente da entidade, John Bozzella, afirmou que os padrões anteriores estavam “desalinhados das realidades do mercado e da demanda dos consumidores” e classificou a nova regra como uma “correção de rumo apropriada”.

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A Ford também elogiou o esforço do governo para aproximar a regulamentação das condições de mercado. General Motors e Stellantis não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

A mudança ocorre em um momento de alta nos custos para os consumidores. O preço médio de um carro novo nos EUA chegou a US$ 50.089 em agosto, segundo a Kelley Blue Book. Já o galão de gasolina custava, em média, US$ 4,47 no domingo, ante US$ 4,09 um mês antes, de acordo com a AAA, em meio aos efeitos da guerra com o Irã sobre o fluxo global de combustíveis.

Trump tem prometido acabar com o que chama de “mandato” para veículos elétricos, em referência à meta do governo Biden de que metade das vendas de veículos novos fosse elétrica até 2030. A política, contudo, não obrigava as montadoras a vender modelos elétricos. Segundo a Edmunds, os EVs responderam por 6,5% das vendas de veículos novos em fevereiro, ante 7,4% em 2025.

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Grupos ambientais criticaram a flexibilização. Dan Becker, do Center for Biological Diversity, afirmou que a regra ignora a disponibilidade de tecnologias mais limpas e penaliza os consumidores em um momento de preços elevados dos combustíveis. Katherine García, do Sierra Club, disse que carros menos eficientes significam “mais gasolina queimada, mais gastos nos postos e ar mais sujo”.

Quando os padrões de 2024 foram adotados, a NHTSA estimou que eles evitariam o consumo de 14 bilhões de galões de gasolina até 2050. Sem essas exigências, os veículos poderiam emitir, em 2035, 22.111 toneladas adicionais de dióxido de carbono por ano, além de 90 toneladas extras de partículas de fuligem e 4.870 toneladas adicionais de poluentes ligados à formação de smog.

Os padrões de quilometragem, conhecidos como Corporate Average Fuel Economy (CAFE, na sigla em inglês), existem desde a crise energética dos anos 1970 e têm sido usados para elevar gradualmente a eficiência média dos veículos vendidos nos Estados Unidos.

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