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‘Yes! We Have No Bananas’; guerra no Irã encarece cadeia produtiva da fruta e pressiona mercado americano
Publicado 14/10/2026 • 11:59 | Atualizado há 27 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 11:59 | Atualizado há 27 minutos
KEY POINTS
A guerra no Irã está elevando os custos de produção e de transporte das bananas comercializadas nos Estados Unidos. A elevação dos preços dos combustíveis, fertilizantes e outros insumos afeta produtores da América Latina, responsáveis por grande parte do abastecimento do mercado americano.
As bananas estão entre as frutas mais consumidas no país. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o produto lidera o consumo de frutas frescas, com ampla participação das importações no abastecimento nacional.
O transporte da fruta depende de navios e caminhões refrigerados, que precisam manter condições adequadas durante o percurso entre as plantações e os supermercados. Com o aumento das despesas, produtores e distribuidores enfrentam dificuldades para preservar suas margens de lucro.
Segundo o Estado de S. Paulo, o preço do diesel utilizado pelos caminhões refrigerados da Del Monte, uma das principais produtoras, comerciantes e distribuidoras de frutas do planeta, aumentou cerca de 70% desde o início do conflito, ultrapassando US$ 6 por galão. O encarecimento também atingiu o combustível marítimo e os sistemas de irrigação das propriedades agrícolas.
A instabilidade no Oriente Médio tem provocado alterações no comércio internacional de energia. Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), aproximadamente 20% do consumo mundial de petróleo e derivados passava pelo Estreito de Ormuz no primeiro semestre de 2025, o que demonstra a importância da rota para o abastecimento global.
A elevação dos custos energéticos também afeta a produção de fertilizantes, que depende do gás natural. Outros materiais utilizados nas plantações, como embalagens e produtos para controle de pragas, também ficaram mais caros.
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Além das despesas crescentes, o setor enfrenta a disseminação da doença do Panamá, causada por um fungo que compromete o desenvolvimento das bananeiras.
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Siga o Times | CNBCSegundo o Serviço de Inspeção Sanitária de Animais e Plantas dos Estados Unidos (APHIS), o fungo conhecido como TR4 pode permanecer no solo por décadas e se espalhar por equipamentos, terra contaminada e mudas infectadas. O órgão confirmou registros da doença na Colômbia e no Peru, países produtores da América Latina.
A doença ameaça principalmente a variedade Cavendish, predominante no mercado internacional. Em áreas afetadas, agricultores enfrentam perdas de produção e dificuldades para recuperar o cultivo.
Apesar da elevação dos custos, o preço das bananas nos supermercados americanos tem apresentado poucas mudanças. Em agosto, o valor médio da fruta ficou próximo de US$ 1,43 por quilo.
A concorrência entre fornecedores e o uso das bananas como produto de baixo preço para atrair consumidores dificultam os reajustes. Descontada a inflação, o preço médio da fruta caiu aproximadamente pela metade nas últimas quatro décadas.
As dificuldades também atingem a rentabilidade das empresas. No segundo trimestre, a Del Monte registrou uma margem de lucro bruto de 2,3% nas operações mencionadas.
A combinação de combustíveis mais caros, doenças nas plantações e despesas logísticas elevadas aumenta a pressão financeira sobre a cadeia produtiva. Parte das bananas é comercializada por meio de contratos de longo prazo, com preços definidos previamente. Isso limita a capacidade de repassar imediatamente os aumentos aos compradores.
Com contratos que se estendem até dezembro, permanece indefinido em que medida as despesas adicionais poderão ser incorporadas aos preços de venda nos Estados Unidos.
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