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Inflação ao consumidor da China atinge o maior nível em quase dois anos
Publicado 10/12/2025 • 08:12 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 10/12/2025 • 08:12 | Atualizado há 3 meses
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Unsplash
Imagem mostra movimentação em Shanghai, na China
A inflação ao consumidor da China avançou em novembro para o maior nível em quase dois anos, enquanto a deflação dos preços ao produtor se aprofundou, evidenciando o desafio que os formuladores de política enfrentam para reativar a demanda doméstica em meio a tensões comerciais persistentes.
Os preços ao consumidor subiram 0,7% em relação ao ano anterior, o maior patamar desde fevereiro do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Escritório Nacional de Estatísticas. A alta sucedeu o avanço de 0,2% em outubro e ficou em linha com o aumento de 0,7% previsto em uma pesquisa da Reuters com economistas.
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Os preços ao produtor caíram 2,2% em novembro na comparação anual, em grande parte devido a uma base de comparação mais elevada. O resultado superou a previsão de queda de 2% e prolongou o período de deflação pelo quarto ano consecutivo. A queda sucedeu o recuo de 2,1% em outubro.
A inflação subjacente, que exclui preços voláteis de alimentos e energia, registrou alta de 1,2% em novembro na comparação anual, inalterada em relação ao mês anterior.
Dong Lijuan, estatística-chefe do NBS, atribuiu a melhora no CPI ao aumento dos preços dos alimentos, que cresceram 0,2% em relação ao ano anterior, revertendo a queda de 2,9% registrada em outubro. Os preços de energia recuaram 3,4% na comparação anual, queda mais acentuada que a do mês anterior.
As medidas de estímulo focadas no consumo adotadas por Pequim continuaram a elevar os preços de eletrodomésticos e roupas, que avançaram 4,9% e 2%, respectivamente. Os preços de veículos movidos a gasolina e de veículos de nova energia caíram 2,5% e 2,4%, respectivamente. Os preços de acessórios de ouro subiram 58,4% em relação ao ano anterior.
Apesar da recuperação dos preços ao consumidor, economistas alertam que a pressão deflacionária continua profundamente enraizada na economia chinesa.
Segundo o Goldman Sachs, o CPI cheio foi sustentado principalmente pelos preços mais altos de vegetais frescos, em meio à escassez de oferta causada por condições climáticas adversas, enquanto a leitura da inflação subjacente foi beneficiada pela disparada nos preços do ouro.
O banco estima que a inflação subjacente do CPI, excluindo ouro, “teve uma leve queda” de outubro para novembro.
Na comparação mensal, o CPI recuou 0,1%, abaixo da expectativa de alta de 0,2% segundo pesquisa da Reuters, em meio à queda nos preços de hotéis, passagens aéreas, transporte e serviços de agências de viagem após o longo feriado de outubro.
Entre as categorias com maiores quedas nos preços ao produtor, o setor de mineração e lavagem de carvão registrou recuo de 11,8% em relação ao ano anterior, enquanto o setor de extração de petróleo e gás teve queda de 10,3%.
A China tem enfrentado dificuldade para afastar a pressão deflacionária desde o fim da pandemia, com uma prolongada crise imobiliária e condições fracas no mercado de trabalho pesando sobre os gastos das famílias.
O excesso de produção em diversos setores também tem gerado oferta elevada, forçando empresas a reduzir preços para se manter competitivas.
“Os fabricantes ainda estão cortando preços para escoar o excesso de oferta, e essa queda persistente destaca o quanto as condições de demanda permanecem fracas”, afirmou Zavier Wong, analista de mercado da plataforma de negociação de ações eToro.
“Até que a demanda se fortaleça de forma mais ampla e as pressões de preços se tornem mais equilibradas, a recuperação da China continuará parecendo desigual, mesmo que os números gerais pareçam estar melhorando”, acrescentou Wong.
Embora o crescimento econômico tenha desacelerado para o ritmo mais fraco em um ano no terceiro trimestre, a China parece no caminho para alcançar sua meta anual de crescimento “em torno de 5%” este ano, apoiada pelas exportações resilientes, já que fabricantes aumentaram embarques para mercados fora dos Estados Unidos.
A China registrou mais de US$ 1 trilhão em superávit comercial nos primeiros 11 meses do ano, superando o recorde anual alcançado em 2024, enquanto o país enfrentava tensões comerciais contínuas e o aumento do protecionismo econômico global.
Em uma reunião importante no início deste mês, o Politburo, órgão máximo de tomada de decisão do Partido Comunista, apontou a expansão da demanda doméstica e o reequilíbrio da oferta entre as principais prioridades econômicas para 2026.
“Embora os formuladores de política tenham mantido uma inclinação à flexibilização, eles se mostraram menos dispostos a adotar medidas de estímulo amplas”, afirmou Lisheng Wang, economista para China no Goldman Sachs, destacando que as autoridades podem precisar reforçar a retórica de apoio e intensificar esforços de políticas pró-crescimento no próximo ano para compensar os impactos negativos do setor imobiliário e do mercado de trabalho.
Investidores e economistas acompanham de perto a Conferência Central de Trabalho Econômico, prevista para os próximos dias, na qual os formuladores de política definirão metas-chave de crescimento e prioridades para o próximo ano. Os números oficiais só serão divulgados na reunião parlamentar anual de março.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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