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Inflação no Reino Unido desacelera em janeiro, aumentando as chances de corte de juros
Publicado 18/02/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/02/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 meses
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Bandeira do Reino Unido
A taxa de inflação do Reino Unido recuou para 3% em janeiro, segundo os dados mais recentes do Office for National Statistics (ONS).
Economistas consultados pela Reuters já esperavam que o índice de preços ao consumidor caísse para 3%, abaixo dos 3,4% registrados nos doze meses até dezembro.
A inflação subjacente, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, ficou em 3,1% em janeiro, contra 3,2% em dezembro.
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A queda da inflação, para o nível anual mais baixo desde março de 2025, foi impulsionada em parte pela redução dos preços da gasolina, disse o economista-chefe do ONS, Grant Fitzner, em comentários na rede X.
“As passagens aéreas também contribuíram para a queda neste mês, com preços recuando após o aumento em dezembro. Preços mais baixos de alimentos também ajudaram a reduzir a taxa, especialmente pão e cereais e carnes. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo custo de hospedagens em hotéis e de refeições para viagem”, observou.
A libra esterlina ficou estável frente ao dólar após os dados, como esperado, cotada a US$ 1,3562.
Os números serão analisados de perto pelo Banco da Inglaterra, que busca mais sinais para confirmar sua avaliação de que a inflação cairá para perto da meta de 2% do banco central até abril.
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Dados de emprego e salários divulgados na terça-feira deram ao banco central novos indícios de fraqueza no mercado de trabalho e de alívio das pressões inflacionárias, com a taxa de desemprego subindo para 5,2% em dezembro — o nível mais alto em cinco anos. O crescimento anual dos salários, um indicador-chave de inflação acompanhado de perto pela autoridade monetária, enfraqueceu nos últimos três meses de 2025.
Dados de crescimento divulgados na semana passada mostraram que a desaceleração mais ampla continuou, com a economia avançando apenas 0,1% no quarto trimestre. Um novo retrato da atividade econômica será divulgado nesta sexta-feira, com a publicação do índice de gerentes de compras (PMI).
Economistas esperam que o conjunto mais recente de dados possa levar o Banco da Inglaterra a cortar a taxa básica de juros, atualmente em 3,75%, na próxima reunião, em março.
“A inflação persistente tem sido o calcanhar de Aquiles do Reino Unido por vários anos, exigindo que o Banco da Inglaterra mantivesse juros restritivos. Mas parece que finalmente viramos a página”, disse Zara Nokes, analista global de mercados da J.P. Morgan Asset Management, em comentários enviados por e-mail na quarta-feira.
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“Os dados de hoje mostraram uma queda relevante da inflação cheia, com desinflação disseminada entre setores. Crucialmente, esse progresso deve continuar, com a inflação geral provavelmente caindo para perto da meta de 2% até abril”, acrescentou.
“A moderação recente no crescimento dos salários também deve ajudar a manter sob controle a inflação de serviços, extremamente importante e que tem sido um problema para o Banco da Inglaterra por vários anos”, afirmou Nokes, observando que a autoridade monetária provavelmente tem espaço para promover mais um ou dois cortes de 25 pontos-base antes de atingir a taxa neutra.
“Com base na sequência mais recente de dados de emprego, eu esperaria que esses cortes fossem antecipados”, disse.
O quadro pessimista mostrado pelos números recentes de crescimento do Reino Unido e as evidências de terça-feira de um mercado de trabalho fraco aumentaram a probabilidade de que o Banco da Inglaterra reduza os juros na próxima reunião, em março, afirmou Danni Hewson, chefe de análise financeira da AJ Bell, em comentários enviados por e-mail na terça-feira.
“Também aumentou a expectativa de que a taxa possa cair para até 3% até o fim do ano”, acrescentou Hewson.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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