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Jesse Jackson morre aos 84 anos e deixa legado histórico na luta por direitos civis nos EUA
Publicado 17/02/2026 • 07:29 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/02/2026 • 07:29 | Atualizado há 2 meses
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SCOTT OLSON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Jesse Jackson
Morre Jesse Jackson, de 84 anos. Líder dos direitos civis nos EUA, Jesse era um eloquente pastor batista criado no Sul segregado do país, e se tornou um aliado próximo de Martin Luther King Jr.. Jackson concorreu duas vezes à presidencia pelo Partido Democrata. Sua famílIia confirmou sua morte em comunicado divulgado nesta terça-feira (17).
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“Nosso pai foi um líder servidor. Não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os que não têm voz e os esquecidos ao redor do mundo”, afirmou a família Jackson.
Nascido em 1941, na Carolina do Sul, Jesse Louis Jackson cresceu sob as leis de segregação racial conhecidas como Jim Crow. Filho de uma mãe adolescente, enfrentou preconceito desde a infância, experiência que ajudou a moldar sua atuação política.
Durante a juventude, participou de protestos contra a segregação em espaços públicos e foi preso ao tentar entrar em uma biblioteca destinada apenas a brancos. Mais tarde, tornou-se ministro batista e passou a atuar diretamente no movimento liderado por Martin Luther King Jr.
Jackson integrou a Southern Christian Leadership Conference e assumiu papel de liderança em iniciativas voltadas à inclusão econômica da população negra. Após a morte de King, em 1968, emergiu como uma das principais lideranças nacionais.
Conhecido por sua oratória impactante, Jackson ganhou projeção nacional nos anos 1980 ao disputar a indicação presidencial pelo Partido Democrata.
Em 1984, obteve cerca de 3,3 milhões de votos nas primárias, equivalente a aproximadamente 18% do total, terminando em terceiro lugar. Já em 1988, teve desempenho ainda mais expressivo, conquistando cerca de 6,8 milhões de votos e vencendo 11 primárias e caucuses, tornando-se o segundo colocado na disputa, atrás de Michael Dukakis.
Suas campanhas mobilizaram eleitores negros e liberais brancos e foram consideradas decisivas para ampliar a participação política de minorias. Décadas depois, a eleição de Barack Obama, em 2008, foi vista como um marco que concretizou parte desse caminho.
Em um de seus discursos mais marcantes, na convenção democrata de 1988, Jackson sintetizou sua visão de inclusão: “America is not a blanket woven from one thread, one color, one cloth.” (“A América não é um cobertor tecido com um único fio, uma única cor, um único tecido.”, em tradução livre)
Ao longo da carreira, Jackson ampliou sua atuação para além da política interna. Fundou organizações como a Rainbow/PUSH Coalition e a Operation PUSH, focadas em direitos civis e inclusão econômica.
Também atuou em negociações internacionais, ajudando a libertar prisioneiros em países como Síria, Cuba, Iraque e Sérvia. Nos anos 1990, foi enviado especial do governo de Bill Clinton para a África.
Sua influência também chegou à mídia, com o programa “Both Sides with Jesse Jackson”, exibido pela CNN entre 1992 e 2000.
Ao longo de sua vida pública, Jackson também enfrentou controvérsias, incluindo declarações consideradas ofensivas nos anos 1980 e questões pessoais que ganharam repercussão.
Ainda assim, manteve-se como uma das principais lideranças negras dos Estados Unidos por décadas, atravessando diferentes gerações e contextos políticos.
Sua atuação sempre buscou ampliar direitos para populações marginalizadas, incluindo mulheres, minorias raciais e comunidades LGBTQIA+.
Em 2017, Jackson revelou ter sido diagnosticado com Parkinson, doença que afeta os movimentos e o equilíbrio. Mesmo assim, seguiu ativo na vida pública, incluindo participação nos protestos contra a violência policial após a morte de George Floyd em 2020.
Em 2023, deixou a liderança da Rainbow/PUSH após mais de 50 anos à frente da organização.
Jackson recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, maior honraria civil dos EUA, e é considerado um dos ativistas mais influentes dos séculos 20 e 21.
Seu legado atravessa gerações, conectando a luta histórica dos direitos civis à política contemporânea, com impacto direto na representação de minorias e no debate sobre desigualdade social.
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