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JPMorgan admite que fechou contas de Trump após ataques ao Capitólio em janeiro de 2021
Publicado 22/02/2026 • 13:29 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 22/02/2026 • 13:29 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
O JPMorgan Chase admitiu pela primeira vez que fechou contas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de empresas ligadas a ele após os ataques de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio. O reconhecimento consta em documento judicial apresentado nesta semana no processo movido por Trump contra o banco.
No texto assinado pelo ex-diretor administrativo Dan Wilkening, o JPMorgan afirma que, em fevereiro de 2021, comunicou o encerramento de determinadas contas mantidas nos segmentos de banco privado e banco comercial. Até então, o banco não havia confirmado formalmente o fechamento relacionado aos eventos de 6 de janeiro.
Leia também: Derrubada das tarifas de Trump abre disputa bilionária por reembolsos; entenda
Trump processa o JPMorgan e seu CEO, Jamie Dimon, pedindo US$ 5 bilhões em indenização. O presidente alega que o fechamento das contas teve motivação política e prejudicou suas operações comerciais.
A ação foi inicialmente protocolada na Flórida, onde Trump mantém residência principal. O JPMorgan tenta transferir o caso para a Justiça federal e para o Estado de Nova York, onde as contas estavam registradas e onde o ex-presidente concentrava grande parte de seus negócios.
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Siga o Times | CNBCSegundo a defesa de Trump, o banco teria incluído o presidente e suas empresas em uma lista de restrição reputacional, o que dificultaria a abertura de contas em outras instituições financeiras.
O JPMorgan já declarou anteriormente que o processo não tem mérito. A instituição afirma que segue regras regulatórias e políticas internas ao encerrar contas, mas evita comentar detalhes por questões de sigilo bancário.
Este não é o único caso em que Trump acusa instituições financeiras de “desbancarização”. Em março de 2025, a Organização Trump entrou com ação contra a Capital One com alegações semelhantes. O processo segue em andamento.
O caso adiciona novo capítulo à disputa entre Trump e grandes bancos dos Estados Unidos, em meio a debates sobre liberdade econômica, risco reputacional e critérios de compliance adotados por instituições financeiras.
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