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Mudanças nas políticas dos EUA ameaçam mercados emergentes, aponta Moody’s
Publicado 01/04/2025 • 16:18 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 01/04/2025 • 16:18 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
USA - EUA/TRUMP/DIA/SÃO PATRÍCIO - INTERNACIONAL - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega para participar do almoço anual do Dia de São Patrício no Capitólio, em Washington (DC), nesta quarta-feira, 12 de março de 2025. 12/03/2025 - Foto: J. SCOTT APPLEWHITE/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
As mudanças nas políticas econômicas dos Estados Unidos afetam diretamente a estabilidade financeira de diversos mercados emergentes, segundo relatório da agência de classificação de risco Moody’s. O documento analisa o impacto das decisões do Federal Reserve, medidas fiscais e políticas comerciais sobre países da América Latina, Ásia e África.
O relatório aponta que a elevação das taxas de juros pelo Federal Reserve reduz o fluxo de capitais para mercados emergentes, tornando o financiamento externo mais restrito. A valorização do dólar também encarece o pagamento da dívida externa, pressionando economias com maior exposição ao endividamento internacional.
Entre os países mais afetados, a Moody’s destaca Brasil, México, Argentina e Chile na América Latina. Essas economias enfrentam desafios relacionados à desvalorização cambial, ao aumento do custo de financiamento externo e às incertezas sobre investimentos estrangeiros. A Argentina, em particular, já lida com dificuldades na renegociação de sua dívida e pode sofrer impactos mais severos.
Ásia, Índia, Indonésia e Turquia são citadas como economias vulneráveis devido ao alto volume de dívida denominada em dólar. A Turquia, que já apresenta fragilidades em sua política monetária, pode enfrentar maior instabilidade caso o dólar continue se fortalecendo.
No continente africano, a Moody’s chama atenção para a África do Sul e Egito. A África do Sul enfrenta desafios relacionados à saída de capitais e à volatilidade cambial. O Egito, por sua vez, depende fortemente de importações e pode sofrer impactos no custo dos bens essenciais devido à alta do dólar.
O relatório destaca que as políticas comerciais dos EUA também afetam esses mercados. Mudanças em tarifas e sanções econômicas impactam exportações e setores produtivos. Países com maior dependência de commodities, como Brasil e Chile, podem ser prejudicados por oscilações na demanda global.
A Moody’s alerta que ajustes abruptos na política econômica norte-americana podem provocar rebaixamentos nas notas de crédito desses países. A agência segue monitorando os desdobramentos e seus efeitos sobre o risco soberano das economias emergentes.
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