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Navio porta-contêineres afunda no Estreito de Ormuz em meio à intensificação dos ataques do Irã
Publicado 14/10/2026 • 14:47 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 14:47 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
U.S. Navy / Wikimedia Commons (domínio público)
Embarcações da Marinha e da Guarda Costeira dos Estados Unidos atravessam o Estreito de Ormuz, onde mais de 20 navios foram atacados neste mês.
Um navio porta-contêineres afundou no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, em meio à intensificação dos ataques do Irã contra embarcações comerciais.
O GFS Pride, registrado em Singapura, afundou depois de ser atingido por um projétil não identificado e pegar fogo. Os 21 tripulantes foram retirados em segurança, e não houve registro de feridos, segundo a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura.
“Esses ataques não foram provocados, são injustificáveis e violam o direito internacional”, afirmou a autoridade marítima de Singapura em comunicado nesta quarta-feira.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira que um navio porta-contêineres explodiu e afundou após atingir uma mina naval, segundo a agência estatal Tasnim. Não há, porém, evidências independentes que confirmem que uma mina tenha provocado o naufrágio do Pride, segundo a empresa de segurança marítima Marisks.
As alegações do Irã são “compatíveis com uma campanha contínua de operações psicológicas destinada a gerar medo, aumentar a incerteza e desestimular a navegação comercial” no Estreito de Ormuz, afirmou a Marisks em um alerta de segurança.
O Irã intensificou nas últimas semanas os ataques contra navios comerciais que atravessam Ormuz, numa tentativa de conter a recuperação das exportações de petróleo bruto pela região.
Leia também: Irã ameaça punir navios que desligarem sistemas de identificação no Estreito de Ormuz
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Siga o Times | CNBCMais de 20 embarcações, principalmente petroleiros, foram atacadas neste mês no Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, segundo relatórios de incidentes do United Kingdom Maritime Trade Operations Centre.
Os ataques registrados neste mês deixaram dois marinheiros desaparecidos e 12 feridos, segundo a Organização Marítima Internacional, agência das Nações Unidas.
As exportações de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz voltaram aos níveis anteriores à guerra em setembro, quando as Forças Armadas dos Estados Unidos escoltaram petroleiros pela região. Desde então, porém, os embarques voltaram a cair com o aumento dos ataques.
As exportações de petróleo bruto por Ormuz ficaram, em média, em 8,5 milhões de barris por dia na semana encerrada em 12 de outubro, quase 40% abaixo dos níveis considerados normais antes da guerra com o Irã, segundo dados da Kpler.
Os embarques de toda a região, incluindo os realizados por oleodutos até o Golfo de Omã e o Mar Vermelho, somaram 14 milhões de barris por dia, quase 20% abaixo dos níveis anteriores à guerra, mostraram os dados.
Os fluxos diários têm apresentado forte volatilidade. Segundo a Kpler, apenas 3 milhões de barris de petróleo bruto passaram por Ormuz na segunda-feira, enquanto 6 milhões de barris atravessaram o estreito na sexta-feira.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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