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Petro volta a negar legitimidade de presidente eleito da Colômbia e acusa fraude eleitoral
Publicado 07/07/2026 • 11:07 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/07/2026 • 11:07 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Presidência da República da Colômbia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a negar, nesta segunda-feira (6), a legitimidade do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, político de extrema direita apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De la Espriella venceu o segundo turno das eleições presidenciais de junho contra o senador governista Iván Cepeda por menos de um ponto percentual, segundo dados oficiais.
Primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, Petro tem contestado reiteradamente o resultado da disputa. Em publicação na rede social X, afirmou que “o presidente da Colômbia não admite a legitimidade do próximo governo” e declarou que “Abelardo não venceu as eleições”.
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Segundo o presidente, houve uma “fraude eleitoral por via algorítmica e com financiamento estrangeiro”.
Petro também afirmou que uma empresa colombiana responsável pela apuração preliminar utilizou “algoritmos que inclinaram a votação substancialmente a favor de Abelardo”, principalmente nos votos de colombianos residentes no exterior.
Observadores internacionais e autoridades eleitorais, no entanto, descartaram qualquer tipo de manipulação no processo eleitoral.
Apesar das acusações, Iván Cepeda reconheceu o resultado da eleição. O candidato derrotado da esquerda anunciou, porém, que pretende se declarar em “desobediência civil” diante da futura administração caso ela não se distancie do governo americano.
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A eleição ocorre em meio a um período de tensões diplomáticas inéditas entre Colômbia e Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Donald Trump.
Sem experiência política, Abelardo de la Espriella defende o incentivo ao investimento privado, a redução de cerca de 40% da estrutura do Estado e o endurecimento do combate às guerrilhas e aos cartéis de narcotraficantes.
As propostas são apresentadas em um cenário marcado pela pior crise de violência no país na última década, após as tentativas frustradas do governo Petro de negociar acordos de paz com diferentes organizações.
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Durante a transição de governo, De la Espriella anunciou os futuros ministros das pastas da Defesa, Interior, Ambiente e Fazenda. O presidente eleito também afirmou ter encontrado indícios de corrupção e contratos sem licitação durante a gestão de Petro.
Petro convocou manifestações para o dia 20 de julho, data da independência da Colômbia, em defesa de suas reformas sociais. O presidente também informou que fará um discurso de despedida na ocasião, antes da posse do novo governo, prevista para agosto.
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