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Bolsas da Europa recuam com avanço do petróleo e pressão sobre juros; Lisboa avança

Publicado 24/09/2026 • 14:47 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Alta do petróleo e dos juros globais pesou sobre os principais mercados acionários europeus nesta quinta-feira (24).
  • Lisboa contrariou o movimento negativo, impulsionada pelo desempenho das empresas ligadas ao setor de energia.
  • Confiança empresarial alemã avançou pelo quinto mês consecutivo e atingiu o maior nível desde maio de 2023.

Wimimedia Commons

As bolsas europeias encerraram majoritariamente em queda nesta quinta-feira (24), em uma sessão marcada pelo avanço do petróleo e dos juros globais. A perspectiva de que a pressão dos preços da energia mantenha a política monetária restritiva por mais tempo aumentou a cautela dos investidores.

O mercado também acompanhou o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, enquanto Lisboa se descolou das demais praças e terminou no campo positivo, favorecida pelas ações de energia.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,24%, aos 10.679,99 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, perdeu 0,61%, aos 25.255,92 pontos. O CAC 40, de Paris, caiu 0,52%, aos 8.081,43 pontos, e o FTSE MIB, de Milão, teve baixa de 0,85%, aos 51.543,45 pontos.

Na Espanha, o Ibex 35 cedeu 0,28%, aos 19.578,20 pontos. Lisboa foi a exceção entre os principais mercados da região: o PSI 20 avançou 0,54%, aos 9.684,67 pontos. As cotações são preliminares.

Energia sustenta petrolíferas

As empresas do setor de petróleo ficaram entre os poucos destaques positivos da sessão, acompanhando a valorização do Brent. O segmento avançou quase 1% no mercado europeu.

Em Londres, Shell subiu 1,6% e BP ganhou 2,4%. A espanhola Repsol avançou 2,7% em Madri, enquanto a alta de 2,8% da Galp contribuiu para que a bolsa de Lisboa escapasse das perdas registradas nas demais praças.

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O impacto da energia também esteve no centro das atenções na política monetária. A vice-presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Clare Lombardelli, disse que a justificativa para um novo aperto aumenta à medida que a alta dos preços energéticos persiste.

Nesta quinta-feira, Suíça e Suécia mantiveram suas taxas de juros, enquanto a Noruega elevou a taxa para 4,50%. Segundo a Reuters, Isabel Schnabel deve ainda deixar o Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE) para assumir um cargo no Fundo Monetário Internacional (FMI).

Confiança melhora na Alemanha

Na Alemanha, o índice Ifo de confiança empresarial avançou pelo quinto mês consecutivo, chegando a 89,9 pontos em setembro. Trata-se do maior patamar registrado desde maio de 2023.

O ING avaliou que o resultado reforça os sinais de resiliência da economia alemã, a maior da Europa, embora o mercado acionário do país tenha sido pressionado pelo aumento dos custos de energia e dos rendimentos dos títulos.

Entre as ações negociadas em Frankfurt, BMW caiu 1,6% e Rheinmetall recuou 3,2%, enquanto outras empresas industriais perderam 0,3%.

Em Paris, a LVMH avançou 0,2%, depois de oscilar durante a sessão. O movimento ocorreu após a família Arnault anunciar uma reorganização de suas holdings com o objetivo de consolidar o controle sobre o grupo.

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