CNBC

CNBCIrã reforça instalações nucleares diante da possibilidade de ataques dos EUA após eleições de meio de mandato, diz jornal

Petróleo

Petróleo sobe a US$ 105 enquanto AIE prevê aperto no diesel até 2027 após ataque a prédio administrativo da Aramco

Publicado 14/10/2026 • 07:20 | Atualizado há 29 minutos

KEY POINTS

  • Brent sobe 0,3% a US$ 105,98 e WTI avança 0,8% a US$ 94,88 em meio a ataques à Arábia Saudita
  • AIE prevê que a reposição de estoques de diesel não comece antes do segundo semestre de 2027
  • Paul Tudor Jones vê petróleo subindo mais US$ 20 a US$ 25 por causa do conflito com o Irã
Esta foto mostra a torre Aramco no Distrito Financeiro Rei Abdullah (KAFD) de Riad em 3 de março de 2025.

Foto por FAYEZ NURELDINE / AFP

Esta foto mostra a torre Aramco no Distrito Financeiro Rei Abdullah (KAFD) de Riad em 3 de março de 2025.

O petróleo opera em alta nesta quarta-feira (14), com o Brent negociado a US$ 105,98 o barril, avanço de 0,3%, e o WTI a US$ 94,88, alta de 0,8%. Mais cedo, os contratos das duas referências chegaram a subir mais de 1% durante a madrugada, antes de moderar o ritmo.

Investidores avaliam o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE), que aponta restrições no mercado de diesel até 2027, e novos ataques ligados ao conflito no Oriente Médio, desta vez contra um prédio da Saudi Aramco.

Leia também: Irã aumenta proteção de instalações nucleares diante de possível ofensiva americana

No relatório de outubro, a AIE afirma que a oferta de diesel seguirá limitada até o segundo semestre de 2027. Segundo a agência, a reposição de estoques perdidos, além da variação sazonal típica, dificilmente começará antes desse período, mesmo com a recuperação esperada na produção das refinarias até o fim do ano.

Antes disso, um aperto fora de época no mercado de diesel no terceiro trimestre, somado a quedas de estoques maiores que as normais nos três meses anteriores, retirou dos mercados globais a cobertura de estoques antes da temporada de maior demanda no inverno. Para a AIE, a oferta não atende à demanda no quarto trimestre de 2026.

Exportações de diesel recuam 700 mil barris por dia

Em setembro, as exportações globais de diesel caíram 700 mil barris por dia em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da AIE. A perda de 1,3 milhão de barris por dia na oferta da Rússia e do Oriente Médio foi compensada apenas em parte por volumes de outras origens.

Além disso, os preços no atacado superaram US$ 200 por barril em Singapura em meados de setembro e atingiram máximas históricas de cerca de US$ 220 por barril na Europa e nos Estados Unidos. Os preços no varejo também chegaram a recordes na maioria das grandes economias.

A agência alerta, ainda, que a tensão no mercado de frete de petróleo bruto pode elevar de novo, nas próximas semanas, o preço do diesel entregue na Europa, na África e na América Latina, principais mercados importadores do combustível.

Petróleo tem demanda em queda e oferta em recuperação

Para 2026, a AIE projeta queda média de 2,6 milhões de barris por dia na demanda global de petróleo, e o diesel responde por 25% dessa redução. A agência observa que a procura pelo combustível segue firme, pouco sensível a preço e amparada por medidas de governos para aliviar o custo ao consumidor.

Já a oferta deve registrar queda média anual de 5,8 milhões de barris por dia em 2026 e subir 7,7 milhões de barris por dia em 2027. Ainda assim, a AIE avisa que novos ataques no Golfo deixam a recuperação frágil.

Ataques à Arábia Saudita ameaçam oferta

O Ministério de Energia da Arábia Saudita informou que um prédio administrativo da Saudi Aramco, em Dhahran, cidade na costa leste do país, foi atacado durante a noite. Não há registro de feridos no local.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O episódio se soma a uma série de ataques dos houthis, grupo apoiado pelo Irã, contra Riad ao longo da última semana, incluindo um ataque com mortes ao aeroporto internacional da capital.

Enquanto isso, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita atingiu terminais de energia e reservas de combustível dos houthis no Iêmen, segundo a Al Jazeera. Um porta-voz afirmou que foram tomadas precauções para evitar danos colaterais a civis.

Segundo a AIE, os ataques ao reino podem comprometer a recuperação do mercado, já que o aumento da produção saudita em setembro puxou os ganhos de oferta da Opep+ no mês.

Comando americano rebate Irã sobre Ormuz

Por outro lado, as tensões entre Estados Unidos e Irã seguem em curso. O Centcom, comando militar americano responsável pela região, rejeitou declarações do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, que afirmou que o Estreito de Ormuz está sob controle de Teerã e que navios de guerra americanos que se aproximarem seriam afundados.

Em publicação no X, o Centcom disse que o comandante iraniano “não tem marinha” e que forças americanas e parceiros regionais controlam o estreito.

Tudor Jones projeta petróleo mais caro

Em participação no programa Squawk Box, da CNBC, o gestor de fundos de hedge Paul Tudor Jones, fundador e diretor de investimentos da Tudor Investment, disse estar comprado em petróleo e prever alta adicional de US$ 20 a US$ 25 por causa do conflito com o Irã.

Para ele, se houvesse algo capaz de aliviar a situação, isso já teria ocorrido antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Acordo com a Rússia gera críticas

Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, afirmou ter fechado acordo com o russo Vladimir Putin para que a Rússia forneça de imediato 300 mil toneladas métricas de diesel ao mercado global. O objetivo é compensar a alta de preços provocada pelas restrições de oferta ligadas à guerra com o Irã. No mês passado, o diesel nos Estados Unidos chegou a US$ 6 por galão pela primeira vez.

O acordo enfrentou condenação de parlamentares dos dois partidos nos EUA e críticas na Europa. Valdis Dombrovskis, comissário europeu de Economia e Produtividade, disse nas reuniões do FMI em Bangkok que “não é hora de aliviar sanções à Rússia”. Segundo ele, os volumes em discussão não terão relevância macroeconômica, e resta saber se Moscou consegue entregá-los.

Ainda nesta quarta-feira, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o acordo contraria os esforços para levar Putin à mesa de negociação com a Ucrânia.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Petróleo