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Petróleo dispara mais de 3% com novos ataques entre EUA e Irã
Publicado 12/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 12/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Os contratos futuros de petróleo subiam mais de 3,5% na noite deste domingo (12), com investidores reagindo à nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã e ao aumento dos riscos para a navegação no Estreito de Ormuz.
Às 19h18, no horário de Brasília, o petróleo WTI para agosto avançava 3,60%, cotado a US$ 73,98 o barril. O Brent para setembro subia 3,64%, a US$ 78,78.
A alta ocorreu após a retomada dos ataques entre Washington e Teerã durante o fim de semana. No sábado (11), o Irã anunciou novamente o fechamento do Estreito de Ormuz e afirmou ter atingido uma embarcação que teria navegado por uma rota não autorizada.
Neste domingo, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou uma nova rodada de ataques contra o território iraniano. Segundo o órgão, a ofensiva busca reduzir a capacidade do país de atingir marinheiros civis e navios comerciais que atravessam a região.
“Às 17h ET de hoje, as forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar mais ataques contra o Irã para continuar degradando sua capacidade de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o CENTCOM.
A nova ofensiva americana incluiu sistemas de mísseis, estruturas de defesa aérea e embarcações militares iranianas próximas ao estreito, segundo informações divulgadas neste domingo. O Irã, por sua vez, ampliou ataques contra países do Golfo que abrigam forças dos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCO Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes para o mercado global de energia. No primeiro semestre de 2025, cerca de 20,9 milhões de barris de petróleo e derivados passaram diariamente pelo local, volume equivalente a aproximadamente 20% do consumo mundial de combustíveis líquidos.
Apesar da declaração iraniana de fechamento, os Estados Unidos sustentam que a passagem continua aberta. Dados de rastreamento de embarcações, porém, mostraram apenas seis travessias neste domingo, o menor movimento em cinco semanas.
A redução do tráfego aumenta o risco de atrasos nas entregas, elevação dos custos de transporte e interrupções na oferta. A maior parte do petróleo que atravessa o estreito não dispõe de rotas alternativas com capacidade suficiente para substituir completamente a passagem marítima.
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