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Petróleo fecha em alta com riscos na oferta e acumula ganhos na semana em meio a conflitos

Publicado 16/10/2026 • 16:30 | Atualizado há 34 minutos

KEY POINTS

  • O petróleo encerrou a sessão desta sexta-feira em alta, com valorização do Brent e do WTI nos mercados internacionais.
  • As incertezas geopolíticas e os riscos relacionados ao abastecimento global de energia influenciaram o desempenho da commodity.
  • Na semana, os contratos futuros de petróleo acumularam ganhos, refletindo as preocupações dos investidores com o cenário internacional.
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Foto: unsplash

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O petróleo encerrou em alta nesta sexta-feira, 16, diante da preocupação dos investidores com possíveis problemas no fornecimento global de energia. Entre os fatores de pressão estão os ataques à infraestrutura energética da Rússia e as hostilidades contra embarcações no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 3,72% (US$ 3,94, cerca de R$ 20,02), a US$ 109,86 (aproximadamente R$ 558,40) o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês avançou 2,61% (US$ 2,52, cerca de R$ 12,81), para US$ 99,02 (aproximadamente R$ 503,30) o barril, na Nymex. Na semana, o Brent e o WTI acumularam altas de 4,9% e 7,8%, respectivamente.

A commodity chegou a operar em queda durante a madrugada, mas acelerou os ganhos nesta tarde após informações da Reuters de que a refinaria de petróleo de Ryazan, na Rússia, suspendeu as operações em uma de suas principais unidades de refino. A paralisação ocorreu após um ataque de drone na região na quinta-feira. A mesma unidade já havia interrompido as atividades após outro ataque no mês passado.

Paralelamente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que Teerã está disposto a contribuir para resolver divergências entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, grupo apoiado pelo regime iraniano.

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Apesar da recuperação dos fluxos de petróleo do Oriente Médio, as incertezas relacionadas aos conflitos continuam sustentando as cotações, segundo analistas do ING. O banco holandês avalia que a retomada consistente dos embarques pelo Estreito de Ormuz pode reduzir gradualmente o prêmio de risco geopolítico. No entanto, um acordo será necessário para aumentar a confiança do mercado na continuidade do fluxo de petróleo pela região.

As preocupações com o abastecimento de diesel, por sua vez, podem diminuir com o crescimento das exportações de derivados e a redução das atividades de manutenção nas refinarias, fatores que favorecem a disponibilidade do produto, de acordo com a Julius Baer.

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, afirmou que Moscou está preparada para contribuir com o equilíbrio dos mercados de energia e manter seu papel no abastecimento de diesel, segundo informações da agência Interfax.

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