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Preços do petróleo sobem 4% após Rubio dizer que o Irã não leva negociações de paz “a sério”
Publicado 22/07/2026 • 07:13 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 22/07/2026 • 07:13 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Site Oficial (Marco Rubio)
Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio
Os preços do petróleo registravam alta de quase 4% na manhã de quarta-feira, após a 11ª rodada consecutiva de ataques dos Estados Unidos contra o Irã durante a noite. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o Estreito de Ormuz continua sendo um ponto de impasse entre os dois lados.
Pouco antes das 5h, os contratos futuros do Brent, referência global, para entrega em julho avançavam 3,5%, para US$ 94,20 o barril, reduzindo ganhos anteriores. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, com vencimento mais próximo, subiam 3,8%, para US$ 87,56.
Durante a reunião dos ministros das Relações Exteriores da ASEAN, nas Filipinas, nesta quarta-feira, Rubio afirmou que Washington continua comprometida com a diplomacia, mas acusou Teerã de violar o acordo entre as partes sobre o Estreito de Ormuz.
Leia também: Ibovespa fecha estável com petróleo acima de US$ 90 e mineração em alta, mas juros limitam avanço
“O problema que estamos enfrentando neste momento é que eles não estão levando as negociações a sério”, disse. “Se eles estiverem falando sério, nós também estaremos. Se não estiverem, faremos o que for necessário para proteger nossos interesses e também os interesses de nossos aliados”, afirmou Rubio.
Na terça-feira, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizou sua 11ª noite consecutiva de ataques contra o Irã.
As forças do Centcom atingiram centros de operações militares iranianos, capacidades marítimas, hangares de aeronaves, instalações de armazenamento de drones e infraestrutura logística militar.
A unidade militar informou que os ataques foram realizados para “reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz”.
Rubio afirmou nesta quarta-feira que o estreito, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo e outras commodities essenciais, continua sendo um ponto de atrito nas negociações bilaterais. Segundo ele, o Irã “exige o direito” de controlar a hidrovia. Permitir que isso aconteça estabeleceria “um precedente muito perigoso” para o mundo, acrescentou.
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Siga o Times | CNBC“Sem avanços em relação ao Irã, o foco do mercado voltou-se para a inflação nas últimas 24 horas, à medida que o Brent fechou acima de US$ 90 por barril pela primeira vez em mais de um mês, reacendendo temores de um choque estagflacionário mais amplo. E nesta manhã vimos uma nova alta acima de US$ 92 por barril, de modo que há poucos sinais de alívio nos preços do petróleo, depois que os Estados Unidos confirmaram durante a noite a conclusão de uma 11ª noite consecutiva de ataques contra o Irã”, escreveu Jim Reid, do Deutsche Bank, em relatório divulgado na manhã de quarta-feira.
Leia também: Petróleo atinge maior nível em cinco semanas com tensão no Oriente Médio e riscos ao abastecimento global
À medida que os preços da energia continuavam a subir, aumentavam as apostas dos investidores em uma postura mais agressiva do Federal Reserve.
“A probabilidade de uma alta de juros em julho voltou a 26% no fechamento de [terça-feira], o maior nível desde a surpresa baixista registrada na divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA na semana passada”, escreveu Reid. “Ela estava em 45% no dia anterior ao CPI e caiu para apenas 10% no dia seguinte”, afirmou.
Na manhã de quarta-feira, os mercados monetários precificavam uma probabilidade de 24,1% de aumento dos juros pelo Federal Reserve ainda neste mês e uma chance de 69% de pelo menos uma elevação de 0,25 ponto percentual em setembro, segundo a ferramenta FedWatch, da CME.
Analistas do ING afirmaram, em nota divulgada na manhã de quarta-feira, que os mercados de energia enfrentavam “riscos crescentes de oferta”, à medida que diminuíam as esperanças de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã.
“As interrupções enfrentadas pelo mercado não se limitam ao Oriente Médio. No Mar Negro, o terminal CPC da Rússia deixou de receber petróleo do Cazaquistão, com os carregamentos suspensos devido aos ataques contínuos contra navios-tanque”, observaram.
“Quanto mais tempo durar a suspensão, maior será a probabilidade de o Cazaquistão ser forçado a reduzir a produção nas áreas de extração. Os volumes embarcados pelo terminal CPC são significativos, com cerca de 1,7 milhão de barris por dia carregados em junho.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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