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Putin propõe cúpula com Trump e Xi para discutir guerra na Ucrânia, sem Zelensky
Publicado 19/10/2026 • 08:28 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/10/2026 • 08:28 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Putin e Xi Jinping em Pequim
Vladimir Putin e Xi Jinping. O presidente russo teria proposto uma cúpula com Xi e Donald Trump para discutir o fim da guerra na Ucrânia, sem a participação de Volodymyr Zelenskyy.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, teria sugerido uma cúpula trilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, para negociar o fim da guerra na Ucrânia, sem a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy.
O encontro foi mencionado em uma ligação com Trump em 9 de outubro, informou o Wall Street Journal nesta segunda-feira, citando um ex-oficial da inteligência russa informado sobre o assunto. Segundo a reportagem, a cúpula poderia ocorrer durante a reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em novembro, na cidade chinesa de Shenzhen.
A ligação também resultou em um acordo para Moscou vender diesel no mercado global.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira que “houve conversas sobre uma reunião. Não sei se ela foi finalizada, mas o presidente tem sido claro”, segundo declarações reproduzidas pela Reuters.
“O presidente está aberto a qualquer iniciativa que possa ajudar a pôr fim à guerra, se isso for possível, e continuaremos buscando oportunidades para isso”, disse Rubio a jornalistas durante uma visita ao Uzbequistão.
Leia também: Suspensão de novas sanções dos EUA incentiva Putin a continuar ataques, diz Zelensky
A informação surge em meio ao aumento das tensões entre a Ucrânia e os Estados Unidos, seu principal apoiador militar. Na última semana, uma série de medidas do governo Trump levantou novas dúvidas sobre a confiabilidade de Washington como principal parceiro militar de Kyiv. As decisões provocaram preocupação entre aliados europeus e críticas de integrantes do próprio Partido Republicano.
No fim de semana, Trump defendeu sua decisão de suspender temporariamente sanções sobre as exportações russas de diesel, além de uma ordem executiva de 18 de outubro que suspendeu novas sanções contra a Rússia previstas em um projeto apresentado pelo falecido senador Lindsey Graham.
Trump e Zelenskyy vêm trocando críticas sobre como encerrar a guerra na Ucrânia. Trump acusou o presidente ucraniano de não querer a paz, enquanto Zelenskyy argumentou que o alívio das sanções contra a Rússia por parte de Washington corre o risco de prolongar o conflito. Em uma publicação no X, Zelenskyy afirmou que “a decisão de desfazer tudo isso, de bloquear tudo isso, me parece errada”.
As tensões aumentaram enquanto a Rússia lançou uma nova onda de ataques noturnos contra a Ucrânia, disparando 16 mísseis balísticos contra Kyiv e a região ao redor da capital, além de mais de 200 drones em todo o país, segundo Zelenskyy.
Em uma publicação no X nesta segunda-feira, Zelenskyy afirmou que os ataques danificaram mais de 10 instalações de infraestrutura energética, deixando pelo menos 550 mil residências sem energia. Ele também disse que a Ucrânia, novamente, não recebeu aviso prévio de seus parceiros sobre os ataques com mísseis. Houve registro de vítimas, enquanto uma clínica médica, uma escola, uma estação de metrô e prédios residenciais também foram danificados.
O primeiro-vice-ministro da Recuperação, Infraestrutura e Transportes da Ucrânia, Serhiy Derkach, disse à CNBC nesta segunda-feira que Kyiv ainda espera manter o apoio de Washington, apesar do aumento das tensões.
Questionado sobre se o governo Trump estaria abandonando a Ucrânia e se aproximando da Rússia, Derkach afirmou não acreditar que os Estados Unidos estejam abandonando Kyiv, mas ressaltou que a Ucrânia espera que Washington continue ajudando o país ou, pelo menos, mantenha uma posição intermediária.
“Isso é o mais importante para nós, na verdade: não perder o apoio dos Estados Unidos”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCA Rússia também intensificou os ataques contra a infraestrutura de transportes da Ucrânia, incluindo postos de fronteira rodoviários, ferrovias e rotas de navegação, disse Derkach.
A escalada ocorre depois de Trump ter pedido à Ucrânia que interrompesse os ataques contra a infraestrutura energética russa, sob o argumento de que eles estavam elevando os preços globais do diesel.
Apesar de um “cessar-fogo energético” anunciado por Trump em 11 de outubro, a Rússia continuou atacando a infraestrutura ucraniana. Kyiv interrompeu seus ataques por três dias antes de retomá-los na quinta-feira passada, citando a continuidade das ofensivas russas.
“Os Estados Unidos deveriam ver que a Rússia não está tomando nenhuma medida recíproca em resposta ao alívio das sanções ou aos acordos. Pelo contrário, eles interpretam cada sinal de uma oportunidade para ganhar dinheiro como prova de que sua aposta na guerra está dando resultado e de que podem continuar lutando”, escreveu o presidente ucraniano no domingo.
No domingo, ele também disse à Bloomberg que “foram tomadas medidas para convencer a Ucrânia a capitular”.
“Não estou dizendo que esse é o objetivo de nossos parceiros. Não quero pensar que nossos parceiros americanos acreditem que a guerra” contra a Rússia “possa terminar mais rapidamente às custas da Ucrânia. Mas é assim que parece.”
No fim de semana, Kyiv e Moscou trocaram ataques. A Ucrânia lançou mais de 1.000 drones contra a Rússia, provocando incêndios em um terminal de exportação de petróleo e em uma refinaria na cidade de São Petersburgo, enquanto Moscou atacou Kyiv com mísseis balísticos.
Na semana passada, Kyiv também acusou Washington de ordenar restrições às redes Starshield, versão de uso militar do Starlink, da SpaceX. A Ucrânia depende dessa conectividade para rastrear e interceptar ameaças.
O CEO da SpaceX, Elon Musk, atribuiu a responsabilidade por eventuais restrições ao governo dos Estados Unidos e a Trump, escrevendo no X que “os sistemas Starshield pertencem e são controlados pelo governo dos EUA”.
Trump negou na sexta-feira que a Casa Branca tenha ordenado restrições aos serviços de internet via satélite Starlink fornecidos às Forças Armadas da Ucrânia, depois que a Reuters informou na quinta-feira, citando duas autoridades americanas, que a ordem para limitar o Starlink na Ucrânia partiu de alguém dentro da Casa Branca.
O Telegraph informou na sexta-feira que Musk “procurou Donald Trump com a ideia de reduzir a velocidade do Starlink na Ucrânia” e que os dois tiveram participação na imposição das restrições.
Além disso, Zelenskyy afirmou no domingo ao programa “Meet the Press”, da NBC, que o compartilhamento de inteligência entre os dois países havia sido interrompido, mas depois retomado.
Rubio negou nesta segunda-feira que Washington tenha suspendido o compartilhamento de inteligência com a Ucrânia, contrariando a afirmação de Zelenskyy de que o fluxo de informações havia sido brevemente interrompido, segundo a Reuters.
Ao falar com jornalistas no Uzbequistão, Rubio insistiu que não houve interrupção e afirmou que Zelenskyy deveria se concentrar em encerrar a guerra, marcando mais um desacordo público entre Washington e Kyiv em meio à deterioração das relações.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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