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Quem é Mukesh Ambani, o bilionário que desafia os planos de Elon Musk
Publicado 13/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 13/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: wikimedia commons
Quem é Mukesh Ambani, o bilionário que desafia os planos de Elon Musk
Mukesh Ambani é um dos empresários mais influentes da Índia e comanda a Reliance Industries, conglomerado que atua em setores como petróleo, petroquímica, telecomunicações, varejo e serviços digitais. À frente do grupo, o bilionário ampliou os negócios da família e transformou a conectividade em uma das principais frentes de expansão da companhia.
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Agora, Ambani ganhou destaque em meio ao embate com Elon Musk pela entrada da Starlink no mercado indiano. O fundador da SpaceX questionou a demora na liberação comercial do serviço de internet via satélite e insinuou que o empresário indiano poderia exercer influência sobre o processo regulatório. No entanto, Musk não apresentou provas públicas que sustentem essa acusação.
Nascido em 19 de abril de 1957, Mukesh Ambani é filho de Dhirubhai Ambani, fundador da Reliance em 1966. Inicialmente ligada ao comércio de fios e à indústria têxtil, a empresa expandiu suas atividades para setores industriais e energéticos.
Mukesh estudou engenharia química no Institute of Chemical Technology, em Mumbai, e iniciou um MBA na Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Entretanto, deixou o curso para se dedicar aos negócios da família e participou da expansão da companhia.
Sob sua liderança, a Reliance avançou para áreas como petroquímica, refino de petróleo e exploração de petróleo e gás. Além disso, um dos principais projetos dessa trajetória foi o complexo de refino de Jamnagar, no estado indiano de Gujarat, que consolidou a presença do grupo no setor energético.
Segundo a Forbes, Ambani está entre os empresários mais ricos do mundo. Sua fortuna varia conforme o desempenho dos ativos e as condições do mercado financeiro.
Embora energia e petroquímica continuem importantes, as telecomunicações se tornaram uma das principais áreas de crescimento da Reliance. A criação da Reliance Jio ampliou a presença de Ambani no mercado digital indiano.
Dessa forma, com preços competitivos e investimentos em infraestrutura, a operadora conquistou centenas de milhões de clientes e mudou a concorrência no setor de telefonia móvel. Em março de 2026, a Jio contava com cerca de 524 milhões de clientes.
Além da telefonia, a empresa atua em banda larga, entretenimento e serviços digitais. Essa escala ajuda a explicar por que a Índia representa um mercado estratégico para a Starlink.
A principal diferença entre as empresas está na tecnologia. Enquanto a Jio construiu sua presença principalmente com redes terrestres, a Starlink utiliza satélites para fornecer internet, inclusive em regiões com infraestrutura limitada.
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Siga o Times | CNBCA disputa ganhou força durante o processo de entrada da Starlink na Índia. Em outubro de 2026, Musk questionou, na rede social X, a demora nas autorizações necessárias para iniciar as operações comerciais. Em uma publicação, também perguntou se Ambani seria o verdadeiro chefe do país, sugerindo influência do empresário sobre as decisões regulatórias.
O conflito envolve ainda a distribuição do espectro utilizado pelos serviços de internet via satélite. A Reliance Jio defendia um leilão dessas frequências, enquanto a Starlink apoiava a distribuição administrativa. A decisão indiana de adotar a alocação administrativa favoreceu a posição defendida pela empresa de Musk nesse ponto específico.
Apesar disso, a autorização para operar não significa que a Starlink possa iniciar imediatamente as vendas. A empresa ainda precisa cumprir exigências regulatórias e obter as condições necessárias para prestar o serviço.
Em 9 de outubro, o ministro das Comunicações da Índia, Jyotiraditya Scindia, rejeitou a ideia de que o país permita monopólios no setor. O governo também afirmou que as operadoras de comunicação via satélite enfrentam exigências semelhantes. Até o momento, não há evidências públicas que comprovem a interferência de Ambani no processo regulatório.
A Índia oferece oportunidades para a Starlink, especialmente em regiões rurais e distantes dos grandes centros, onde a instalação de redes tradicionais pode custar caro. Por outro lado, a Jio já conta com uma ampla infraestrutura e uma base de clientes consolidada.
A disputa, portanto, vai além de um desentendimento pessoal. Ela envolve concorrência, infraestrutura tecnológica e regras de acesso a um dos maiores mercados digitais do mundo.
Ambani também diversifica seus investimentos. A Reliance atua no varejo, na energia e na mídia, além de ampliar os planos para inteligência artificial. Em 2026, o empresário anunciou investimentos de US$ 110 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial na Índia ao longo de sete anos.
Musk possui negócios internacionais em áreas como veículos elétricos, exploração espacial e internet via satélite. Ambani, por sua vez, concentra sua força em um conglomerado profundamente integrado à economia indiana.
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Na disputa pela conectividade, o empresário indiano parte de uma posição consolidada, com infraestrutura local e milhões de clientes. Musk aposta na capacidade da tecnologia via satélite de alcançar áreas ainda pouco atendidas.
O resultado dependerá das decisões regulatórias, dos investimentos e da adesão dos consumidores. Mais do que a fortuna dos dois bilionários, a disputa evidencia o valor estratégico da internet na Índia e o papel de Mukesh Ambani na transformação digital do país.
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