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Reforma de R$ 2,6 bilhões muda local de recepção de Charles III a líder de Omã

Publicado 19/10/2026 • 20:59 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • A renovação do Palácio de Buckingham prevê um investimento de US$ 487 milhões para modernizar a estrutura do edifício.
  • Charles III e Camilla receberão o sultão de Omã no Castelo de Windsor durante a visita oficial ao Reino Unido.
  • O projeto busca atualizar instalações antigas e garantir o funcionamento do palácio pelas próximas décadas.

Rei Charles III.

Wikipédia Commons

A reforma do Palácio de Buckingham, estimada em US$ 487 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões), está alterando a organização de alguns dos principais compromissos diplomáticos da monarquia britânica. Por causa das obras, o rei Charles III e a rainha Camilla receberão o sultão Haitham bin Tarik, de Omã, no Castelo de Windsor, entre terça-feira (20) e quinta-feira (22 de outubro), em vez de utilizar a tradicional residência real em Londres.

O investimento faz parte de um amplo programa de modernização iniciado em abril de 2017, com previsão de duração de dez anos. O projeto busca atualizar a infraestrutura do palácio, incluindo sistemas elétricos, caldeiras, cabeamento, tubulações e reservatórios de água. Parte dessas instalações não passava por uma renovação significativa desde a década de 1950.

A dimensão da intervenção reflete a necessidade de preservar um edifício histórico que continua sendo utilizado para atividades oficiais. A expectativa é que as melhorias garantam condições adequadas de funcionamento para as próximas cinco décadas, reduzindo problemas relacionados ao envelhecimento da estrutura.

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Embora o Palácio de Buckingham continue recebendo compromissos reais, as obras modificaram a logística de eventos que exigem grandes estruturas de recepção. Banquetes de Estado e cerimônias diplomáticas passaram a ser realizados principalmente no Castelo de Windsor, que oferece espaços adequados para acomodar autoridades estrangeiras.

A última visita de Estado recebida em Buckingham antes dessa mudança foi a do emir do Catar, em dezembro de 2024. Desde então, Windsor assumiu o papel de anfitrião de encontros oficiais desse tipo, incluindo a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em setembro de 2025, e a recepção de representantes da Nigéria, em março de 2026.

O cronograma de renovação foi elaborado para permitir que o palácio continue funcionando durante as intervenções. Por isso, a transferência de parte das cerimônias para outra residência real é uma das formas encontradas para conciliar a preservação do edifício com as obrigações institucionais da família real.

Visita de Omã marca momento diplomático importante

A chegada do sultão Haitham bin Tarik também representa um acontecimento relevante nas relações entre o Reino Unido e Omã. A última visita de Estado de um governante omanense ao país aconteceu em março de 1982, quando a rainha Elizabeth II recebeu o então sultão Qaboos bin Said.

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Charles III já se encontrou com Haitham bin Tarik anteriormente, inclusive durante uma passagem privada do líder de Omã pelo Reino Unido, em julho. A agenda de outubro, no entanto, será a primeira visita oficial de Estado do sultão ao país.

A programação prevê recepções e compromissos diplomáticos organizados pela monarquia britânica. A escolha de Windsor permite manter o protocolo tradicional de acolhimento de chefes de Estado sem depender das áreas do palácio londrino afetadas pelas obras.

Castelo de Windsor assume protagonismo nas recepções oficiais

Situado a aproximadamente 40 quilômetros a oeste de Londres, o Castelo de Windsor tem uma história que remonta ao século XI, durante o reinado de Guilherme, o Conquistador. Considerado o castelo habitado mais antigo e um dos maiores do mundo, o complexo ocupa cerca de 5,2 hectares e reúne mais de mil cômodos.

O principal espaço utilizado nos banquetes de Estado é o Salão de São Jorge, que comporta aproximadamente 160 convidados. Embora seja menor que o salão de baile do Palácio de Buckingham, o ambiente oferece estrutura para recepções oficiais de grande porte.

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O salão também tem um lugar conhecido na história recente da família real: foi ali que aconteceu a recepção diurna do casamento do príncipe Harry com Meghan Markle, em 2018.

Enquanto a reforma bilionária de Buckingham avança para a etapa final prevista no planejamento de dez anos, Windsor continua desempenhando um papel central na agenda diplomática da monarquia. A mudança demonstra como a preservação de uma residência histórica exige adaptações até mesmo em compromissos de Estado, sem interromper as atividades oficiais da Coroa.

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