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Chile: comunista e ultradireitista se enfrentam no segundo turno
Publicado 17/11/2025 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
Publicado 17/11/2025 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Chile vive um dos cenários eleitorais mais polarizados desde o fim da ditadura militar. A candidata governista Jeannette Jara, integrante do Partido Comunista, avançou ao segundo turno com 27% dos votos no domingo. Logo atrás veio o ultradireitista José Antonio Kast, com 24%, consolidando uma disputa que divide o Chile em dois projetos antagônicos.
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Os resultados revelam um país em transformação, com eleitores priorizando temas como segurança pública, imigração e estabilidade econômica. A disputa, marcada para 14 de dezembro, ocorre em meio a um ambiente político fragmentado e a um avanço expressivo da direita em toda a região.
Jara tornou-se a primeira candidata comunista a chegar à final de uma eleição presidencial no Chile. Kast, por sua vez, mira a formação do governo mais conservador desde o fim do regime de Augusto Pinochet. A diferença pequena entre os dois reforça o peso dos votos de centro-direita, que somaram mais de 70% na primeira rodada.
O resultado abre caminho para que Kast herde grande parte desse apoio, especialmente após manifestações públicas de aliados como o deputado libertário Johannes Kaiser e a moderada Evelyn Matthei, que declararam voto imediato no candidato da ultradireita.
Kast ampliou espaço eleitoral ao defender medidas duras contra o crime e a imigração irregular. Em discurso a apoiadores, afirmou que a “mudança virá” com a derrota do crime organizado, o fechamento de fronteiras para imigrantes sem documentos e melhorias no sistema de saúde.
O discurso encontrou eco em regiões do norte, onde o fluxo migratório e a dependência da mineração acirraram o descontentamento com partidos tradicionais. Nesses locais, o candidato Franco Parisi surpreendeu ao ficar em terceiro lugar, canalizando votos de rejeição ao establishment. Analistas acreditam que grande parte desses eleitores deve migrar para Kast no segundo turno.
A guinada à direita observada no Chile acompanha tendências já vistas na Argentina, na Colômbia e no Brasil. Um eventual governo Kast pode aproximar o país do eixo conservador da região, ampliando alinhamentos com lideranças que hoje mantêm relações estreitas com o governo Trump.
O Chile ocupa posição estratégica no comércio global por ser o maior produtor mundial de cobre e um dos principais fornecedores de lítio, insumo central para a indústria de baterias elétricas. O resultado eleitoral pode influenciar a dinâmica diplomática entre o Chile, os EUA e a China, maior parceiro comercial chileno.
Para analistas, a esquerda chilena vive seu momento mais desafiador desde os protestos sociais de 2019, que impulsionaram Gabriel Boric ao poder. Com o atual presidente impedido de concorrer, Jara tenta defender a agenda que marcou sua coalizão, mas enfrenta um cenário em que propostas progressistas perderam espaço para temas de segurança e ordem pública.
Enquanto o Chile se prepara para decidir entre dois polos ideológicos, a campanha que se inicia promete ser uma das mais intensas desde a redemocratização.
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