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Semana global: por que reuniões emergenciais do G7 não estão funcionando
Publicado 29/03/2026 • 08:16 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 29/03/2026 • 08:16 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Mais uma segunda-feira, mais uma reunião emergencial. Desta vez, entre ministros das Finanças, da Energia e presidentes de bancos centrais do G7, novamente organizada pela França, mas em formato virtual. É a quarta vez desde o início da guerra no Irã que o grupo se reúne em nível ministerial. O desgaste é evidente.
A primeira sessão virtual, em 9 de março, resultou em um comunicado prometendo “monitorar de perto a situação e os desenvolvimentos nos mercados de energia e… trocar informações e coordenar ações”. As críticas pela falta de medidas concretas vieram rapidamente.
No dia seguinte, ministros da Energia também se reuniram virtualmente para discutir estoques de energia em parceria com a Agência Internacional de Energia (AIE), tentando aliviar a pressão. No curto prazo, houve algum efeito, mas analistas questionaram a eficácia no longo prazo.
Desde então, os mercados de energia têm oscilado violentamente, registrando alguns dos maiores movimentos diários do petróleo desde a guerra na Ucrânia em 2022, e a volatilidade disparou.
Na semana passada, ministros das Relações Exteriores se encontraram na Abadia de Vaux de Cernay, na França, onde expressaram preocupação com a duração da guerra no Irã, mas anunciaram poucas ações concretas.
A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, declarou:
“Precisamos de uma saída, não de uma escalada. Isso significa que tem de haver uma solução diplomática para que a região saia mais forte e mais pacífica. Portanto, só pode ser uma solução diplomática: sentar e negociar uma saída.”
O chanceler alemão Johann Wadepul reclamou que “não é a falta de armas, mas a falta de comunicação” que dificulta os esforços coordenados sobre o Irã. Ele disse à rádio Deutschlandfunk que há preparativos para uma reunião direta entre EUA e Irã no Paquistão “muito em breve”.
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A próxima cúpula de líderes do G7, marcada para junho, também já gera controvérsia. O governo francês convidou os líderes de Índia, Coreia do Sul, Brasil e Quênia para participar do encontro em Evian, entre 15 e 17 de junho. A decisão desagradou à África do Sul, que tradicionalmente representa o continente africano nas reuniões do G7.
Autoridades francesas afirmaram que a ausência não se deveu a pressão dos EUA, mas o governo sul-africano acredita que a administração Trump teria ameaçado boicotar o encontro caso Cyril Ramaphosa fosse convidado. A China também não deve participar.
Por que os encontros do G7 têm poucos resultados práticos?
A explicação mais simples seria culpar a política “América Primeiro” do presidente Donald Trump, que desgastou as relações multilaterais entre os EUA e seus aliados. Essa postura abriu espaço para o protecionismo e, ao mesmo tempo, suas críticas diretas a outros países e líderes colocaram chefes de Estado na defensiva.
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Mas não é toda a história. As dúvidas sobre a relevância do G7 cresceram em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Moscou foi expulsa do grupo, transformando o G8 em G7, e a guerra continua até hoje. As disputas dentro da OTAN e a pressão de Washington sobre financiamento intensificaram tensões já existentes.
Agora, cresce a pressão política e econômica para que sejam encontradas medidas mais significativas de desescalada e fim das guerras no Irã e na Ucrânia — mas parece cada vez menos provável que o G7 seja o veículo diplomático capaz de entregar esse resultado.
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