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Submarinos: a disputa de US$ 2,3 bilhões de Buenos Aires atrai indústrias italiana e alemã em meio ao gelo entre Milei e Lula
Publicado 28/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 28/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 52 minutos
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Foto: Divulgação
No Cone Sul, desenrola-se uma disputa geopolítica e industrial de extrema relevância para o setor de defesa naval. O governo argentino incluiu em seu planejamento financeiro um orçamento estimado em até US$ 2,3 bilhões para renovar sua frota naval e adquirir três novos submarinos convencionais, visando preencher a grave lacuna operacional deixada pelo trágico naufrágio do ARA San Juan em 2017.
Para viabilizar essa ampla modernização, Buenos Aires busca o apoio operacional e industrial crucial do Brasil, com foco no complexo naval de Itaguaí, que Brasília pretende consolidar como uma plataforma de exportação para a América do Sul. No entanto, o grande entrave estratégico reside no ambiente diplomático: os intensos atritos e a distância política alimentada pelo presidente argentino Javier Milei em relação ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ameaçam dificultar a cooperação industrial entre os dois países.
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No centro dessa equação está a liderança estratégica do Brasil, único país do Sul Global a deter e desenvolver tecnologia avançada para submarinos com propulsão nuclear — conquista alcançada por meio do programa PROSUB em parceria com a França —, além de contar, em Itaguaí, com estaleiros e capacidade técnica para construir e exportar embarcações da classe Scorpène.
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Siga o Times | CNBCUm contrato bilionário dessa magnitude atraiu a atenção dos grandes players do setor de defesa europeu. A indústria militar e naval italiana voltada ao setor de submarinos — impulsionada pela excelência da Fincantieri e pelo ecossistema de defesa de Roma — vem se mobilizando com determinação para disputar essa encomenda estratégica, posicionando-se ao lado da indústria alemã (com a TKMS) e do grupo francês Naval Group.
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Para os setores navais da Itália e da Alemanha, o objetivo principal é abocanhar este contrato oferecendo tecnologia de ponta, sistemas de combate avançados ou soluções de transição. Resta saber se a diplomacia comercial conseguirá superar as barreiras ideológicas entre a Casa Rosada e o Palácio do Planalto ou se a indústria europeia assumirá o protagonismo integral da operação.
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