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Zelensky anuncia retomada de ataques a refinarias russas e confronta Trump

Publicado 15/10/2026 • 22:10 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • Presidente ucraniano afirma que restrições aos ataques a refinarias russas acabaram e critica acordo dos EUA com Moscou.
  • Trump tenta conter a alta do diesel e anunciou uma trégua energética que, segundo Zelensky, não foi comunicada a Kiev.
  • Ucrânia relata restrições ao sistema militar Starshield; Musk afirma que o controle da tecnologia cabe ao governo americano.

A Ucrânia voltará a atacar refinarias de petróleo da Rússia, afirmou nesta quinta-feira (15) o presidente Volodimir Zelensky, em confronto com a proposta de trégua energética anunciada por Donald Trump. O líder ucraniano também pediu aos Estados Unidos que não se posicionem ao lado do que chamou de “agressor” na guerra contra Moscou.

Em entrevista ao Financial Times, Zelensky declarou que “acabaram” as restrições às operações contra instalações russas de refino. A decisão amplia o atrito com Washington, depois de Trump flexibilizar sanções contra a Rússia em troca de fornecimento de diesel ao mercado internacional, inclusive aos Estados Unidos.

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O presidente ucraniano classificou o entendimento como “fraco” e “indigno” e sustentou que a medida pode estimular a continuidade da ofensiva russa. Aliados europeus de Kiev também criticaram o acordo.

Diesel e trégua energética

A mudança na posição americana ocorre em meio à pressão sobre os preços dos combustíveis, agravada pela guerra contra o Irã. Com as eleições legislativas de 3 de novembro se aproximando, Trump atribuiu parte da alta do diesel aos ataques da Ucrânia contra refinarias russas.

No domingo, Trump anunciou um “cessar-fogo energético” entre Moscou e Kiev. Zelensky afirmou que não havia sido informado sobre o entendimento. O presidente americano também cobrou eleições na Ucrânia, onde a lei marcial está em vigor desde o início da invasão russa.

Em publicação no X, Zelensky pediu “HONESTIDADE” aos parceiros internacionais e afirmou ser necessário apoiar os esforços ucranianos para proteger vidas e encerrar o conflito. Em conversa com o jornalista Piers Morgan, na quarta-feira, disse ter se sentido “traído” pelo acordo sobre o diesel.

Leia também: Trump pede que Ucrânia pare ataques a refinarias russas após diesel dos EUA bater recorde

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“É doloroso que o presidente Trump escolha um lado e não o nosso”, declarou Zelensky, que também questionou as orientações recebidas pelo presidente americano. A crítica ocorreu depois de autoridades ucranianas acusarem Washington de favorecer Moscou.

Em Bruxelas, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, informou que discutiu com Zelensky a implementação de uma trégua energética e a continuidade do apoio dos aliados à Ucrânia. Na publicação que fez sobre o encontro, o presidente ucraniano não mencionou um cessar-fogo.

Ataques e comunicações militares

O Kremlin acusou Kiev de comprometer as iniciativas de paz conduzidas pelos Estados Unidos. Segundo Moscou, uma refinaria em Riazan, ao sul da capital russa, foi atingida por um ataque de grande escala. Desde 2022, a Rússia bombardeia a infraestrutura energética ucraniana, enquanto Kiev afirma mirar instalações petrolíferas que ajudam a financiar a guerra.

Leia também: Ataque ucraniano atinge refinarias russas e amplia pressão sobre infraestrutura de Moscou

A tensão também chegou às comunicações militares. Autoridades ucranianas relataram restrições ao sistema americano Starshield, utilizado em operações com drones e na defesa antiaérea. Uma fonte ouvida pela AFP sob anonimato afirmou que Washington ameaçou suspender o compartilhamento de informações caso Kiev mantivesse os ataques às refinarias.

Na madrugada de quarta-feira, mísseis balísticos atingiram Kiev e sua região antes do acionamento das sirenes de alerta, segundo o relato ucraniano. As limitações nas comunicações aumentaram as preocupações sobre a continuidade do apoio americano às operações militares do país.

Leia também: Limite de velocidade da Starlink afeta operações militares, diz Ucrânia

Elon Musk negou que a SpaceX seja responsável pelas restrições. Em publicação no X, afirmou que o Starshield pertence ao governo dos Estados Unidos e é controlado por ele, cabendo às autoridades militares americanas decidir sobre limites de uso. O serviço é distinto do Starlink, sistema civil também utilizado pela Ucrânia.

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