CNBC
Chips de IA

CNBCMinistro da Coreia do Sul prevê que boom dos chips vai durar até 2027

Vídeos

Falta de integração de dados limita potencial de receita dos clubes brasileiros, diz Raphael Ozawa

Publicado 20/08/2026 • 14:10 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Sistemas de ingressos, sócio-torcedor e biometria ainda operam de forma fragmentada em clubes brasileiros, segundo Raphael Ozawa, CTO da FutebolCard.
  • A integração desses dados pode ampliar oportunidades de receita com ingressos, produtos, experiências e ofertas personalizadas aos torcedores.
  • Ozawa afirma que a tecnologia para integrar as plataformas já existe e que o principal entrave passou a ser administrativo.

Os clubes brasileiros ainda operam com sistemas fragmentados de venda de ingressos, sócio-torcedor e biometria e, segundo Raphael Ozawa, CTO da FutebolCard, deixam de aproveitar parte do potencial comercial dos dados dos torcedores. Em entrevista ao Times | CNBC Sports nesta quinta-feira (20), o executivo afirmou que a tecnologia para integrar essas informações já existe e que o principal entrave passou a ser administrativo.

Com os dados reunidos, os clubes conseguem identificar hábitos como a frequência aos estádios, o momento da compra e o perfil de consumo, informações que podem ser usadas para direcionar ofertas de ingressos, produtos e experiências aos torcedores.

“A tecnologia já chegou ao estado da arte que permite que elas estejam integradas. Agora é mais uma decisão administrativa do que tecnológica”, afirmou Ozawa.

Leia também: “Transformar o invisível em visível”: Cuju usa IA para democratizar descoberta de talentos no futebol

Ingresso passa a gerar dados de consumo

Segundo Ozawa, a adoção de biometria e de novos controles tecnológicos ampliou a capacidade de identificar quem frequenta os estádios e como esse público se comporta.

Antes, afirmou, o ingresso funcionava essencialmente como um tíquete ao portador, em papel ou por QR Code. Com a identificação do torcedor, tornou-se possível observar padrões como quando ele compra, quando comparece ao estádio e se possui dependentes vinculados à compra.

“Agora, com a identificação, a gente consegue ser hiperpersonalizado. Eu consigo prever os hábitos e o que o torcedor deseja”, disse.

Ozawa ressaltou que o tratamento dessas informações exige cuidado com privacidade. Segundo ele, dados biométricos não precisam ser utilizados de forma permanente para a análise comercial: a identificação facial pode confirmar a entrada do torcedor, enquanto outros dados e padrões de comportamento podem ser analisados posteriormente.

Venda agregada amplia oportunidade de receita

Como exemplo de monetização, Ozawa citou uma partida entre Brasil e Panamá no Maracanã. Ao analisar os dados relacionados ao evento, a empresa identificou uma oportunidade de oferecer camisas da Seleção Brasileira durante o próprio processo de compra do ingresso.

“A gente percebe que perdeu até uma oportunidade de, durante a venda dos ingressos, monetizar fazendo uma venda de camisa da Seleção Brasileira”, afirmou.

Segundo o executivo, conhecer melhor o perfil do consumidor permite combinar a venda de ingressos com outros produtos e serviços relacionados ao evento.

A lógica também pode ser aplicada à frequência no estádio. Ozawa afirmou que dados históricos permitem identificar torcedores que compraram ingressos, mas deixaram de comparecer, e direcionar comunicações específicas para estimular o retorno.

Ele citou como exemplo uma campanha que relacionasse a presença do torcedor aos resultados do clube em partidas anteriores, utilizando esse histórico para incentivar uma nova compra.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Sistemas ainda operam de forma fragmentada

O avanço da monetização esbarra, segundo Ozawa, na fragmentação dos fornecedores utilizados pelos clubes.

Um mesmo torcedor pode passar por diferentes empresas durante sua relação com a equipe: uma responsável pelos ingressos, outra pela gestão do programa de sócio-torcedor e uma terceira pela biometria e pelo controle de acesso.

“Infelizmente, não é uma sensação, é uma realidade. Elas têm planos de evolução que muitas vezes não se conversam”, afirmou.

Para Ozawa, a capacidade técnica de integrar esses sistemas já existe. A decisão de conectar as diferentes plataformas e organizar o uso dessas informações depende, agora, principalmente da gestão dos clubes e de seus fornecedores.

Na avaliação do executivo, o Brasil avançou nesse processo, mas o mercado ainda está atrás do futebol europeu tanto em tecnologia quanto em gestão. Ele citou Milan e Real Madrid como exemplos de clubes mais maduros na exploração do relacionamento com seus torcedores.

No Brasil, Ozawa mencionou Corinthians, Flamengo e Fluminense entre os clubes que vêm desenvolvendo experiências ligadas à torcida também fora das partidas.

IA pode personalizar venda de ingressos

A inteligência artificial é apontada por Ozawa como uma nova etapa dessa estratégia comercial. Segundo ele, a tecnologia está deixando de atuar apenas por meio de chatbots e avançando para agentes capazes de executar tarefas e de antecipar as preferências dos consumidores.

No futebol, esses sistemas poderiam reunir informações sobre os hábitos do torcedor e oferecer diretamente ingressos ou experiências compatíveis com seu perfil.

Ozawa citou como exemplo um sistema capaz de identificar qual setor ou camarote o consumidor costuma escolher e até suas preferências dentro do estádio.

A compra também poderia ser feita fora dos aplicativos tradicionais. Segundo o executivo, um agente de inteligência artificial integrado ao WhatsApp poderia reconhecer as preferências do torcedor e apresentar diretamente as opções mais adequadas.

“Então a gente passa a ser proativo ao invés de passivo”, afirmou.

Para Ozawa, o avanço da tecnologia abre espaço para que os clubes deixem de tratar o ingresso como uma transação isolada e utilizem os dados gerados pela relação com o torcedor para ampliar as possibilidades de consumo.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Este conteúdo é um oferecimento de Lenovo

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Vídeos