Grupo Fictor pede recuperação judicial; entenda como ficam os investidores da Fictor Alimentos
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O Grupo Fictor entrou com um pedido de recuperação judicial (RJ). Apesar dos investimentos bilionários no portfólio, a Fictor Holding e a Fictor Invest acumularam cerca de R$ 4 bilhões em dívidas, levando à perda de liquidez da empresa.
Conglomerado em crise
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Após a divulgação do pedido, as ações da Fictor Alimentos (FICT3) caíram 38,60% na segunda-feira, 2 de fevereiro, fechando o pregão com os papéis cotados a R$ 0,70.
Impacto da crise
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As demais empresas vinculadas ao grupo não entram automaticamente no processo de recuperação judicial. No entanto, a Fictor Alimentos ainda pode ser impactada caso haja consolidação substancial ou processual dos ativos e passivos.
Em geral, por ser uma empresa inserida na B3, a FICT3 pode ter que lidar com restrição de crédito, dificuldade de financiamento, perder a confiança dos investidores e fornecedores e até bloqueios judiciais.
Consequências na FICT3
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Segundo os advogados da Barroso Advogados, ainda fique de fora da RJ, a FICT3 pode ter seus ativos e unidades produtivas vendidos como UPI para gerar caixa e viabilizar o plano. Isso pode alterar o controle, a operação e estrutura do grupo.
Possibilidades
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Conforme Jayme Simão, do Hub do Investidor, o pedido de RJ é um desfecho esperado após a revelação do caso Master. “Era uma carta marcada no baralho. O mercado perdeu confiança, os fluxos secaram e o negócio parou de fato.”
Reação do mercado
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Segundo Régis Chinchila, da Terra Investimentos, a FICT3 precisa de um bom plano de contingência, transparência e nova governança para tentar recuperar a credibilidade com os investidores.