O que encareceu no começo de 2026? Tomate, gasolina e tarifas lideram alta
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A inflação oficial do Brasil ficou em 0,33% em janeiro de 2026, o mesmo percentual de variação visto em dezembro de 2025. Apesar da estabilidade no índice geral, a composição dos preços mudou.
Inflação em janeiro
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Entre os nove grupos que compõem o IPCA, Transportes registrou a maior contribuição para a inflação de janeiro. O grupo avançou 0,60% e respondeu por 0,12 ponto percentual do índice total.
Impacto dos Transportes
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Além disso, o movimento foi puxado principalmente pela alta de 2,14% nos combustíveis. Dessa vez, a gasolina subiu 2,06%, o etanol aumentou 3,44%, o óleo diesel subiu 0,52% e o gás veicular aumentou 0,20%.
No grupo Alimentação e Bebidas, houve desaceleração ao se comparar dezembro com janeiro: a variação passou de 0,27% para 0,23%. Ainda assim, alguns produtos registraram elevação. O tomate teve salto de 20,52% no período analisado.
Bebidas e tomate
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Também foi observada alta no grupo das carnes, que avançou 0,84%. Nesse caso, com destaque para o contrafilé, que subiu 1,86%; e para a alcatra, que teve aumento de 1,61%.
Carnes
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Ademais, o grupo de Habitação recuou 0,11% em janeiro, segmento influenciado pela queda de 2,73% na energia elétrica residencial – o principal impacto negativo do mês.
Habitação e eletricidade
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Para 2026, o mercado financeiro projeta uma inflação ligeiramente menor. Segundo o último boletim Focus, a expectativa para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%. Já para 2027, a estimativa permanece em 3,80%.