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CNBC Originals: gastos militares globais atingem US$ 2,7 tri em 2024
Publicado 16/08/2025 • 21:16 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 16/08/2025 • 21:16 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O fortalecimento das indústrias de defesa tem mobilizado grandes investimentos em países europeus, e seus impactos e consequências começam a preocupar. Os gastos militares globais alcançaram US$ 2,7 trilhões em 2024, representando um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior — o maior salto desde o fim da Guerra Fria. O levantamento foi realizado pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI).
Mas afinal, o que significa viver em uma economia de guerra? Quais são os impactos reais para os países envolvidos? Em um primeiro momento, a guerra pode gerar empregos e dinamizar setores como transporte e tecnologia, mas logo os custos elevados com defesa e a escassez de trabalhadores provocam alta nos preços. Esse processo frequentemente resulta em inflação, podendo levar ao surgimento de mercados paralelos e comércio clandestino.
O conceito de economia de guerra implica priorizar recursos e cadeias de produção para atender demandas de defesa. Esse cenário é exemplificado pelo modelo econômico conhecido como “armas versus manteiga”, que ilustra a necessidade de escolher entre investimentos em segurança e em programas sociais.
Em situações de conflito, os gastos militares podem afetar diretamente outras áreas da economia. O caso do míssil antitanque Javelin, cujo preço unitário é de US$ 178 mil (R$ 961.115), sendo que pelo menos 10 mil foram enviados à Ucrânia pelos Estados Unidos desde 2020, totalizando US$ 1,7 bilhão (R$ 9,1 bilhões), ilustra a situação.
O aumento das tropas, por meio de alistamento voluntário ou obrigatório, reduz a mão de obra disponível para setores civis, o que pode enfraquecer a atividade econômica no curto prazo.
De acordo com relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, em 2018, os prejuízos econômicos globais decorrentes de conflitos e violência chegaram a US$ 14,3 trilhões (R$ 77,2 trilhões), representando 12,6% do PIB mundial. Em 2022, esse montante subiu para US$ 17,5 trilhões (R$ 94,5 trilhões), ou 17% do PIB global.
Para arcar com tais despesas, os governos ampliam sua intervenção na economia, optando por modelos centralmente planejados, com maior controle sobre força de trabalho, produção e alocação de recursos.
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Os recursos para financiar conflitos costumam vir de três fontes: tributos, empréstimos e emissão de moeda.
Em junho de 2024, o presidente Vladimir Putin (Rússia) anunciou o maior aumento de impostos em 25 anos para custear a guerra na Ucrânia. O endividamento, tanto compulsório quanto voluntário, e a impressão de dinheiro são alternativas frequentemente adotadas, embora esta última possa acarretar hiperinflação – como ocorreu na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial, quando cédulas passaram a ser usadas até para acender fogueiras.
Durante as duas guerras mundiais, companhias como Renault e IBM registraram crescimento expressivo ao adaptar suas linhas de produção para atender à demanda militar.
A Renault quadruplicou sua receita entre 1914 e 1919, saltando de 54 milhões para 249 milhões de francos. Já a IBM, entre 1939 e 1945, aumentou seu faturamento de US$ 38 milhões (R$ 205,2 milhões) para US$ 138 milhões (R$ 746,2 milhões).
Empresas de defesa costumam ser as maiores vencedoras financeiras em tempos de conflito, com ações valorizadas em momentos de tensão, como aconteceu em 2023 quando Israel foi atacado pelo Hamas e as principais fabricantes europeias viram seus papéis subirem em poucos dias.
No entanto, especialistas alertam para o chamado “paradoxo da janela quebrada”. O Fundo Monetário Internacional aponta que, embora a Rússia tenha mantido crescimento econômico após a invasão da Ucrânia, recursos e mão de obra empregados na reconstrução poderiam ter sido melhor utilizados em setores produtivos, evidenciando que destruição nunca representa ganho real para a sociedade.
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