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Grupo Pão de Açúcar entra em recuperação extrajudicial para renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas
Publicado 10/03/2026 • 09:35 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/03/2026 • 09:35 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou ao mercado que iniciou um processo de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas sem garantia.
A medida foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e – segundo a própria empresa – já conta com apoio de credores que representam 46% dos créditos sujeitos ao plano.
A decisão foi comunicada em fato relevante, em cumprimento à Lei das S.A. e às regras da Comissão de Valores Mobiliários.
Leia também: Pão de Açúcar recorre a créditos tributários e reestrutura passivos para enfrentar incertezas
Segundo a companhia, o plano abrange obrigações financeiras sem garantia que não fazem parte das operações correntes, totalizando aproximadamente R$ 4,5 bilhões.
Desse montante, cerca de R$ 2,1 bilhões pertencem a credores que já aderiram ao acordo, número superior ao mínimo legal exigido pela Lei de Recuperação Judicial e Falências, que prevê apoio de pelo menos um terço dos créditos afetados para apresentação do plano.
A empresa afirmou que esses compromissos continuarão sendo pagos normalmente.
Leia também: No GPA, a fila do caixa está cheia de credores
O acordo firmado prevê a suspensão temporária das obrigações com os credores incluídos no plano, criando um período de 90 dias para continuidade das negociações.
Durante esse prazo, a companhia pretende obter adesão da maioria dos credores e estruturar uma solução definitiva para a dívida.
De acordo com o comunicado, o objetivo é:
A empresa afirmou que o processo foi estruturado para preservar as atividades operacionais.
As lojas seguem funcionando normalmente, e a companhia declarou estar em dia com obrigações comerciais e operacionais.
O plano também busca manter o relacionamento com fornecedores e parceiros, que ficaram fora da recuperação extrajudicial.
A recuperação extrajudicial é um mecanismo previsto na Lei de Recuperação Judicial e Falências que permite renegociar dívidas diretamente com credores, sem necessidade de um processo judicial completo.
Esse modelo costuma ser usado quando a empresa:
Mesmo extrajudicial, o plano precisa ser aprovado por parte dos credores e depois homologado pela Justiça.
A recuperação judicial é mais comum quando a empresa precisa da proteção da Justiça para renegociar suas dívidas. Nesse modelo, o processo corre no Judiciário, envolve um número maior de credores e exige aprovação formal de um plano para evitar a falência, conforme previsto na Lei. Caso o acordo não seja cumprido, a empresa pode ter a falência decretada.
A companhia informou que divulgará novos detalhes do processo e documentos do plano no site de relações com investidores, conforme exigido pela regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários.
O processo de recuperação extrajudicial deve seguir com negociações nas próximas semanas, enquanto a empresa tenta obter adesão da maioria dos credores e fechar um acordo definitivo para reestruturar o passivo bilionário.
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